REBATIZADO MANÉ GARRINCHA EM 1980, o Estádio Nacional de Brasília mudará de nome a partir de janeiro de 2022, passando a se chamar Arena BRB. O presidente do Banco Regional de Brasília informou nesta 6ª feira (17), que ao assumir o direito de nome (naming rights, em inglês), o banco projeta mais empregos; impulsionar a economia e ter a capital do Distrito Federal entre as sedes dos grandes eventos do futebol brasileiro. Com certeza, triplicando o lucro.

O BANCO PAGARÁ R$7.500 MIL PELO CONTRATO, com duração até dezembro de 2024, e o presidente do banco tentará que a decisão da Supercopa do Brasil de 2022, no domingo, 20 de fevereiro, entre Atlético Mineiro, campeão brasileiro e da Copa do Brasil x Flamengo, vice-campeão brasileiro, seja em Brasília. As duas decisões anteriores, ganhas pelo Flamengo em 2019 e 2020, foram no estádio Mané Garrincha. Não deve ser difícil que a terceira seja na nova Arena. 

ALÉM DE PAGAR VALORES IRRISÓRIOS pelo nome do estádio, o banco está desprezando um dos símbolos do futebol mundial, menosprezando o nome de Garrincha, notável nas duas primeiras Copas do Mundo que o Brasil ganhou. Os R$7.500 mil, pelo contrato de três anos, representam o que se pode chamar, usando termo chulo, de “merreca”, em comparação com o que ganham os clubes europeus, que sempre souberam se valorizar.

NA INGLATERRA, o Manchester City paga à prefeitura 2 milhões anuais de libras, moeda mais valorizada do mundo, para usar o nome Etihad (União, em árabe) no estádio, construído, sem corrupção e sem propina, pela Etihad Airways, uma das cinco maiores empresas aéreas do mundo. 

NÃO HÁ DINHEIRO QUE COMPRE O NOME DE GARRINCHA, ÍDOLO IMORTAL. GARRINCHA é como os diamantes. Os diamantes são eternos.

Foto: Portal Gongogi