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O MANCHESTER CITY ganhou a decisão inédita do Mundial de clubes, com 4 x 0 no Fluminense, que sofreu o gol mais rápido da história das finais, marcado de peito, aos 39 segundos, pelo meia argentino Julian Alvarez, de 23 anos, que dividiu a artilharia com Benzema (Al-Ittihad) e Malloul (Al-Ahly), com 2 gols. O volante Rodrigo (Bola de Ouro), o lateral Walker (Bola de Prata), ambos do City, e o ponta Jhon Arias (Bola de Bronze) foram eleitos os melhores do torneio.

COM O 37º TÍTULO da carreira de técnico em 16 temporadas – 14 no Barcelona (2008 a 2011), 7 no Bayern Munique (2013 a 2016) e 16 no City (2017 a 2023), o espanhol Guardiola, ex-volante de 52 anos, fez do City o primeiro inglês campeão, ao disputar o Mundial de clubes pela primeira vez. Guardiola deu também o segundo título mundial ao futebol inglês, 57 anos depois de a seleção da Inglaterra ter ganho a final de sua única Copa do Mundo, em 1966, com 4 x 2 na Alemanha.

CINCO VEZES campeão inglês no City – bi em 2017-18/2018-19, tri em 2020-21/22-23 -, Guardiola igualou seu próprio recorde de 4 x 0, em uma final do Mundial de clubes, ao repetir no Fluminense o placar da final do Barcelona sobre o Santos, quando Messi marcou dois gols, Xavi e Fábregas completaram os 4 x 0, na final do domingo, 18/12/2011, no estádio de Yokohama, no Japão. Ganso e Neymar eram do Santos e tiveram atuação apagada.

O MANCHESTER CITY já saiu para o intervalo com 2 x 0, gols de Julian Alvarez, aos 39 segundos, após falha de Marcelo na reposição da bola, nos pés de Aké, que de fora da área acertou a trave direita, e o meia argentino, caído na pequena área, usou o peito para empurrar a bola para dentro do gol. Desconhecendo a regra, o goleiro Fábio ergueu o braço pedindo impedimento, sem saber que a trave é ponto neutro.

O FLUMINENSE só fez três finalizações no 1º tempo, a primeiro de Keno, aos 12, de fora da área, bem acima do gol; a segunda de Cano, aos 37, tentando encobrir de longe o goleiro, e a terceira de Arias, aos 40, após escanteio de Marcelo, em cabeçada que Ederson defendeu. O 2º gol foi contra do zagueiro Nino, desviando cruzamento de Phil Foden. O goleiro Fábio, sem culpa em nenhum dos quatro gols, evitou que Jean Grealish marcasse o 3º de fora da área.

O MANCHESTER CITY manteve a pressão na volta do intervalo e Fábio voltou a fazer duas boas defesas, aos 2 e aos 7, em cabeçada de Phil Foden, que aos 26, na pequena área, aproveitou o cruzamento rasteiro de Mateo Kovacic para marcar o 3º. O único chute perigoso do Fluminense foi de Kennedy, aos 34, desviado a escanteio pelo goleiro Ederson. Julian Alvarez deu um drible curto em André e fechou os 4 x 0, aos 43, com chute rasteiro no canto direito.

SE COMPARADO a uma escada, o futebol do Manchester City, campeão europeu e campeão do mundo pela primeira vez, está muitos degraus acima do Fluminense. A diferença é da noite para o dia e da água para o vinho. Se havia dúvida quanto à superioridade, o jogo, tanto quanto o placar, se encarregou de mostrar que o City é bem superior, o que não tira o brilho da campanha de 2023 do Fluminense, pela primeira vez campeão da América.

OS CAMPEÕES: Ederson, Walker (c), Stones (Akanji), Ruben Dias e Aké (Bobb); Rodrigo (Gvardiol), Rico Lewis (Kovacic) e Bernardo; Jack Grealish, Phil Foden (Matheus Nunes) e Julian Alvarez. Técnico – Josep Guardiola. 4º com 34 pontos, menos cinco que o líder Arsenal de Londres, o Manchester City volta ao Campeonato Inglês na próxima 4ª feira (27), como visitante, no jogo da 18ª rodada com o Everton, 16º com 16, no Goodison Park, um dos mais antigos do Reino Unido (24/8/1892).

FLUMINENSE – Fábio, Samuel Xavier, Nino (Marlon), Felipe Melo (Lima) e Marcelo (Diogo Barbosa); André, Martinelli e Ganso (Alexsander); Jhon Arias, Cano e Keno (Kennedy). Técnico – Fernando Diniz. Os primeiros jogos importantes do Fluminense em 2024 serão os da decisão da Recopa Sul-Americana com a LDU, campeã da Copa Sul-Americana de 2023, na última semana de fevereiro: dia 21, no estádio Casablanca, no Equador, e dia 28 no Maracanã.

ATUAÇÃO CORRETA do árbitro polonês Szymon Marciniak, de 42 anos, que marcou 24 faltas (13 do Fluminense) e aplicou três cartões amarelos no 2º tempo: em Marcelo, por falta em Rico Lewis aos 11; em Alexsander, por falta dura no meia Rodrigo, que precisou sair de campo, e em Kennedy, por falta por trás no meia Matheus Cunha. City 4 x 0 Fluminense registrou 62.500 torcedores, capacidade máxima do estádio Rei Abdullah, em Jeddah, segunda maior cidade da Arábia Saudita, depois da capital Riad.

Fotos: Pep Guardiola © Gallo Images / Gazeta Esportiva / Giuseppe Cacace e Twitter do Manchester City