Após a reunião extraordinária da noite de ontem (12), na sede da Av. Venceslau Brás, em que foi aprovado, por unanimidade e sob intensos aplausos, o modelo de clube-empresa, o Botafogo anunciou a volta de Valdir Espinosa como gerente de futebol, a partir de janeiro, quando o clube reduzirá o custo da folha mensal para manter salários em dia.

VALDIR ESPINOSA quebrou o mais longo jejum (21 anos) da história do futebol do Botafogo, ao ganhar, com o gol do ponta Maurício, o Campeonato Carioca de 1989, na noite de 21 de junho – 1 x 0 no Flamengo, dirigido por Telê Santana -, o título que o clube não conquistava desde 67-68, sob o comando de Zagallo. Bom lembrar: sexto título do Botafogo no Maracanã, o primeiro invicto (15 vitórias, 9 empates), com Espinosa.

REFORMULAÇÃO – O técnico Alberto Valentim contará com a experiência de Valdir Espinosa para a reformulação do elenco do Botafogo para 2020. Dos poucos a serem mantidos, Diego Cavalieri e Joel Carli não terão mais como companheiros Diego Souza, Valencia, Pimpão, Luis Fernando, Gilson, Jean e João Paulo, fora dos planos do clube.

HISTÓRICA – O ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, do último título brasileiro em 1995, classificou a noite de ontem – quinta, 12 de dezembro de 2019 – como histórica, com a aprovação do projeto Botafogo clube-empresa, porque atrairá muitos investidores, como acontece na Europa: “Estou feliz, emocionado e orgulhoso” – resumiu Montenegro.

QUARTA VEZ – Técnico em 89, 90-91 e 98-99, Valdir Atahualpa Ramirez Espinosa, 72 anos, gaúcho de Porto Alegre, volta ao Botafogo como gerente de futebol. Campeão da Libertadores e Mundial com o Grêmio (1983); duas vezes campeão paraguaio com o Cerro (87-92); saudita com o Al-Hilal (85) e da Copa do Imperador com o Tokyo Verdy (97), foi também campeão estadual no Ceará (80), Londrina (81) e Athletico Paranaense (2002). “Retorno feliz e emocionado” – resume Espinosa.

Foto: Fogão Net