Na noite em que Griezmann aumentou para 46 a sequência de jogos pela seleção francesa, marcando o gol da vitória (1 x 0) sobre a Bósnia e Hezergovina, no estádio Grbavica, da capital Sarajevo, os campeões do mundo ampliaram a vantagem na liderança do Grupo D, com 7 pontos, quatro a mais que a Ucrânia, que ficou no 1 x 1 com o Cazaquistão. O técnico Didier Deschamps só terá uma semana para preparar a França para a estreia na Eurocopa em junho com a Alemanha.

35 GOLS – Com o gol da última noite de março, Antoine Griezmann, de 30 anos, 1,76m, chegou aos 35 gols, superando os 34 do atacante David Trezeguet, campeão do mundo em 98, e tornando-se o quarto maior artilheiro da seleção francesa. À frente de Griezmann ainda estão Olivier Giroud, com 41 gols; Michel Platini, com 44, e Thierry Henry, com 51. Griezmann fez o gol da vitória sobre a Bósnia e Hezergovina aos 15 do segundo tempo, desviando o cruzamento do volante Adrien Rabiot, de 25 anos.

INSPIRADO – Embora a seleção da Bósnia e Hezergovina não tenha atacado tanto, houve dois lances em que o goleiro francês Hugo Lloris, de 34 anos, 1,88m, mostrou-se inspirado, com defesas notáveis. A primeira, em chute forte e colocado do lateral Darko Todorovic, do alemão Leipzig, e a segunda, em cabeçada do atacante Edin Dzeko, da Roma, que foi buscar no ângulo. Lloris é goleiro desde 2012 do londrino Tottenham, depois de só ter jogado nos franceses Nice, onde nasceu, e no Lyon.

O RECORDE – Goleiro da seleção francesa desde 2008, após ter atuado em todas as seleções de base e de ter sido campeão europeu sub-19, Hugo Lloris igualou-se ontem (31) a Thierry Henry, com 123 jogos, aproximando-se do recorde. Com mais 20 jogos, vai superar o ex-lateral e zagueiro Lilian Thuram, campeão do mundo em 98, que fez 142 jogos pela seleção entre 94 e 2008. Lloris é só elogios a José Mourinho, seu técnico no Tottenham: “Detalhista e exigente como poucos, sabe trabalhar”.

HUGO LLORIS, Pavard, Varane, Kimpembe e Lucas Hernandez; Rabiot, Pogba e Coman (Giroud); Lemar (Sissoko), Mbappé e Griezmann – a seleção francesa, líder do Grupo D. Campeã do mundo em 2018, tenta repetir o que outras duas seleções conseguiram: ganhar duas Copas consecutivas. A Itália, em 1934 e 1938, e o Brasil, em 1958 e 1962. Bom dizer: depois de Zagallo (58-62 e 70) e Beckenbauer (74 e 90), Didier Deschamps foi o terceiro a ganhar a Copa como jogador e técnico (98 e 2018). 

Foto: UOL