Foi em clima tenso que Neymar e o ex-lateral Leonardo, diretor do Paris Saint Germain, tiveram três horas de reunião nesta segunda (15), quando o jogador voltou a Paris para se reapresentar ao clube, com mais de uma semana de atraso após as férias. Leonardo já havia ligado para Neymar na semana passda, quando ainda estava em São Paulo, para antecipar que sua liberação seja muito complicada. Foi o que Neymar ouviu pessoalmente de Leonardo durante o encontro demorado e tenso.

BEM CLARO – Leonardo Araújo, 49 anos, jogou no PSG em 96-97 e foi diretor em 2012-13, a convite do presidente do clube, que o chamou de volta em 2019, após se desvincular do Milan. Na conversa com Neymar, o dirigente foi direto e bem claro: “O PSG pagou 222 milhões de euros de multa pela sua saída do Barcelona e não vai liberá-lo por muito menos desse valor nem aceitar três ou quatro jogadores como parte da transação. O PSG quer ser ressarcido de acordo com o investimento que fez”.

MUITO INFELIZ – Leonardo também disse com clareza a Neymar, que o jogador havia sido muito infeliz ao declarar que sua melhor lembrança no futebol havia sido a goleada de 6 x 1 do Barcelona no PSG, quando o time se classificou na Liga dos Campeões, depois de perder o jogo de ida em Paris. Segundo o dirigente, a declaração de Neymar “foi muito infeliz e o atacante provocou malestar como poucas vezes foi sentido no ambiente interno do clube”.

NA SEQUÊNCIA, Neymar fez exercícios na academia do Centro de Treinamento PSG, nos arredores de Paris, mas ainda não passou por avaliação médica. Ele teve problema no tornozelo e depende de novos exames, enquanto sua situação segue indefinida. O time do PSG faz amistoso nesta terça (16), na Alemanha, com o Dínamo de Dresden, na capital do estado da Saxônia, como parte da pré-temporada, que terá um torneio na Ásia, antes da estreia no Campeonato Francês. O PSG é dirigido pelo técnico alemão Thomas Tuchel.

Foto: Marca.com