Invicto, com 11 vitórias, 1 empate, 25 gols marcados, 4 gols sofridos, após os 2 x 0 desta terça (4), em seu Etihad Stadium, sobre o PSG, o Manchester City é favorito em sua primeira final da Liga dos Campeões, com Chelsea ou Real Madrid, no último sábado (29) de maio, no Estádio Olímpico de Istambul, maior cidade da Turquia. O City confirmou a superioridade sobre o PSG, com a segunda vitória, depois de vencer o campeão francês de virada por 2 x 1 no jogo de ida das semifinais no Parque dos Principes.

O ARTILHEIRO – Autor do gol da virada em Paris, o atacante Ryiad Mahrez, canhoto, 30 anos, muçulmano praticante, com tripla nacionalidade – argelino, marroquino e francês -, estreou na Inglaterra em agosto de 2014, comprado do Le Havre, da França, pelo Leicester, e foi o primeiro argelino a ganhar a medalha de campeão inglês em 2015-16. Conta que o técnico italiano Claudio Ranieri riu muito quando disse que pensava, antes de ser contratado, que o Leicester fosse um clube de rugby… 

O MAIS CARO – Mahrez foi o africano mais caro do futebol inglês, comprado pelo Manchester City em julho de 2018 por 60 milhões de libras (na época, R$350 milhões). O primeiro jogo em que marcou três gols foi em 28 de novembro de 2020, nos 5 x 0 no Burnley. Com os dois gols no PSG, chegou aos 39 gols em 139 jogos pelo City, e no total da carreira, aos 172 gols em 472 jogos, dos 14 em 46 jogos na temporada 2020-21, em que só a Liga dos Campeões, após a Premier e a Copa da Liga Inglesa.

ÚNICO DE LUVAS – Mahrez foi o único do City a usar luvas, devido à chuva em boa parte do jogo, disputado sob granizo no primeiro tempo. Ele elogiou o lançamento longo do goleiro brasileiro Ederson no lance do primeiro gol, aos 11 minutos, em que finalizou após o cruzamento de Foden, que aos 18 minutos do segundo tempo fez outro cruzamento rasteiro da linha de fundo, que concluiu livre na pequena área. Mahrez disse que “o City soube se impor desde o início e mereceu a vitória”.

UMA POTÊNCIA – Depois de bicampeão da Liga dos Campeões no Barcelona e do tricampeão alemão no Bayern, Josep Guardiola, aos 50 anos, um dos técnicos mais bem-sucedidos do mundo, fez do Manchester City uma potência: bicampeão da Premier League (2017-18, 2018-19); tetracampeão da Copa da Liga Inglesa (2017-18 a 2020-21); campeão da Copa da Inglaterra e da Supercopa da Inglaterra (2018-19), acaba de levar o City à primeira final da Liga dos Campeões em 134 anos!

ALGO ESPECIAL – Registro histórico, muito especial: na semifinal da Liga dos Campeões da Europa, maior torneio de clubes do mundo, dois brasileiros como capitães: o volante paranaense Fernandinho, capitão do Manchestr City, que defende desde 2013, ano em que o zagueiro paulistano Marquinhos, de 26 anos, capitão do PSG iniciou no tricampeão francês. Algo para deixar o futebol brasileiro muito mais que valorizado: orgulhoso. A vitória foi presente do aniversário de 36 anos de Fernandinho.

EMPENHO – Neymar prometeu a vitória para levar o PSG, pela primeira vez, à segunda final consecutiva da Champions, depois de perder a de 2020 para o Bayern. Não lhe faltou empenho; faltou-lhe o parceiro Mbappé, que não se recuperou do problema muscular na coxa e nada pôde fazer, se não o de estimular os companheiros, viajando já sabendo que não jogaria. Ficou o jogo inteiro na cadeira, bem agasalhado do frio de Manchester. 

BEM EXPULSO – O árbitro holandês Bjorn Kuipers, de 48 anos, mostrou cartão vermelho direto para o argentino Di Maria, aos 23 minutos do segundo tempo, depois de pisar no pé de Fernandinho na lateral do campo. Foi correto na marcação de 27 faltas (12 do PSG) e na aplicação de seis cartões amarelos (4 do PSG), um deles em Neymar. O árbitro também acertou em não marcar pênalti, logo aos seis minutos, quando a bola bateu no ombro do lateral inglês Zinchenko. Excelente arbitragem.

GRANIZO – Pedregulhos de gelo, formados nas nuvens, os granizos caíram fortes durante o aquecimento dos jogadores no gramado do Etihad Stadium, que ficou com tonalidade diferente durante todo o primeiro tempo. Na volta do intervalo, após o trabalho rápido e eficiente dos funcionários do Manchester City, o gramado estava de novo verdinho, como se nada houvesse acontecido. Além do artilheiro Mahrez, único jogador do City, mais três do PSG usaram luvas: Verratti, Kimpembe e Neymar.

MANCHESTER CITY – Ederson, Walker, Stones, Ruben Diaz e Zinchenko; Fernandinho (c), Gundogan e Bernardo (Sterling); Mahrez, De Bruyne (Gabriel Jesus) e Foden (Aguero). Técnico – Josep Guardiola. Com 80 pontos, faltando quatro rodadas, o City será campeão inglês 2020-21, se vencer o Chelsea no próximo sábado (8), porque não poderá ser alcançado pelo vice-líder Manchester United, com 67 pontos.

PARIS SAINT GERMAIN – Navas, Florenzi (Dagba), Marquinhos (c), Kimpembe e Diallo; Verrati, Paredes (Danilo e depois Bakker), Ander Herrera (Draxler) e Di Maria; Mauro Icardi (Moise Kean) e Neymar. Técnico – Maurício Pochettino. Faltando três rodadas, o PSG tenta o tetracampeonato francês. É vice-líder, com 75 pontos, um ponto a menos que o Lille, que joga sexta (7), fora de casa, com o Lens. O PSG também será visitante no jogo de sábado (8) com o Rennes.

Foto: Trivela