Se não forem mais objetivos e não melhorarem a qualidade do sonolento 0 x 0 da noite de ontem (5), na Arena Itaquera,  Corinthians e Palmeiras podem decidir nos pênaltis o título paulista de 2020, sábado (8), no Allianz Parque, em caso de novo empate com qualquer placar. Só houve duas chances claras de gol, no primeiro tempo, em finalizações de Ramiro e Mateus Vital, que o goleiro Weverton, do Palmeiras, defendeu bem. O dérbi paulistano ficou bem abaixo do que se esperava.

SEM CINCO – Em sua ascensão, quando parecia fora da fase final, o Corinthians chegou a obter quatro vitórias consecutivas e estava credenciado à quinta, mas não conseguiu reeditar as boas atuações. Foi um time sem criatividade e menos ainda sem força para chegar ao gol, executando-se os lances em que finalizou com Ramiro, que ficou livre diante do goleiro e não aproveitou, e Mateus Vital, que obrigou Weverton à única defesa difícil. O Palmeiras nada exigiu do goleiro do Corinthians.

37 FALTAS – Faltoso, sem ser desleal, o clássico registrou 37 faltas, mas só cinco cartões amarelos, bem aplicados pelo árbitro Raphael Claus. Os dois do primeiro tempo, aos 43, quando Mateus Vital se desentendeu com Rony, único advertido do Palmeiras. As faltas de Danilo Avelar e Ramiro foram normais, e só Jô exagerou na sola em Gustavo Gomez. Em uma das pausas, a descontração de Jô, com a bola embaixo do braço, e Luxemburgo, à beira do campo, deu um tom de amistoso ao dérbi.

A FAIXA – O Corinthians entrou com uma faixa preta, com letras brancas: Nossos sentimentos e corações estão com o Líbano. Boa ideia em momento difícil porque passa o pequeno país do Oriente Médio, com quase 150 mortos e 35 mil feridos, além de 250 mil desabrigados, após a explosão de anteontem (4) na região portuária da capital Beirute. A colônia libanesa é grande em São Paulo e os brasileiros que vivem no Líbano passam de 16 mil. 

Foto: MARCELLO ZAMBRANA/AGIF