O Real Madrid está de luto com a morte hoje (21) do ex-presidente Lorenzo Sanz, de 76 anos, primeiro dirigente do futebol da Espanha, vítima fatal da epidemia do novo coronavírus, que registra 1.300 mortes e mais de 25 mil infectados, no terceiro país mais atingido no mundo. Sanz tinha problemas respiratórios e de diabetes, mas só em último caso aceitou ser internado porque não queria contribuir com a superlotação de hospitais.

LONGO JEJUM – Lorenzo Sanz foi presidente de 95 a 2000, quando o Real Madrid ganhou o último título em sua gestão. Depois de 32 anos sem conquistar a Liga dos Campeões, Sanz viu o time ser campeão em 98, dirigido pelo alemão Jupp Heynckes, com 1 x 0, gol do atacante sérvio Mijatovic, na final com a Juventus, em Amsterdam. Em 2000, na primeira final entre dois times do mesmo país, o Real Madrid venceu o Valencia por 3 x 0, gols de Morientes, McManaman e Raul, no Stade de France, em Paris. O técnico era Vicente del Bosque, que em 2010, na primeira Copa do Mundo na África, ganharia o único título da Espanha.

COMPLICADO – Nem mesmo a segunda Champions que ganhou, evitou que perdesse a eleição de 2000 para o atual presidente Florentino Perez, que aumentou ainda mais a coleção do Real Madrid, cinco vezes campeão da Liga dos Campeões em duas décadas. Lorenzo Sanz foi preso em novembro de 2018 e pagou multa de 1.200 mil euros, por fraude fiscal, deixando de declarar seis milhões de euros à Receita Federal. 

MUITA FEBRE – Lorenzo Sanz ficou uma semana em casa, com muita febre e respirando com dificuldade, segundo revelou seu filho Lorenzo Jr., que foi jogador de basquetebol do Real Madrid. Desde quarta (19), quando não era mais possível evitar a internação, Lorenzo Sanz foi para o Hospital Universitário Fundação Jimenez Diaz, nos arredores da capital espanhola, onde morreu no início da tarde deste sábado (21), aos 76 anos. 

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