Depois de ter assumido compromisso de manter Marcão até o fim do Campeonato Brasileiro, embora os resultados não estejam correspondendo, o Fluminense mantém discrição sobre a contratação de novo técnico. Sem clube desde que o Bahia o demitiu em setembro, após dirigir o time em 74 jogos e ganhar o bicampeonato estadual, o ex-lateral Roger Machado, gaúcho de 45 anos, ouviu uma sondagem, que não teve evolução. Ele está se mostra apreensivo com a evolução da pandemia.

ROGER tem história no Fluminense, único time em que jogou no Rio, sempre lembrado pelo gol que marcou na final de 2007 com o Figueirense, em que o Fluminense ganhou pela única vez a Copa do Brasil, e que o tornou o único com quatro títulos na competição, depois de ser campeão em 94, 97 e 2001 no Grêmio. Roger gostaria mesmo de voltar a trabalhar no Japão, onde jogou duas temporadas no Víssel Kobe, em 2004-2005, antes de encerrar a carreira no Fluminense, de 2006 a 2008.

PRESTÍGIO – Roger admite que se sentiria mais seguro no Japão, onde os cuidados com a pandemia são muito acima dos padrões brasileiros: “Mas o momento não é favorável. Tenho sentido queda no prestígio dos técnicos brasileiros, não só no Japão, mas em outras partes do mundo, e isso precisa ser revertido”. O treinador cita com tristeza a perda recente de dois colegas: “O Renê Weber e o Marcelo Veiga foram infectados e perderam a vida em poucos dias. Isso me abalou muito”.

NO TELÃO – Organizado, Roger sempre trabalhou com seriedade e capricho. Ele tem escritório bem montado em Porto Alegre, onde nasceu, e disse que se limita a acompanhar tudo no telão: “Assisto, anoto, analiso e vou melhorando os conhecimentos sem precisar me expor. Quando essa situação melhorar com a chegada da vacina, então será possível pensar em voltar à atuação presencial, mas antes disso, nem pensar”.

A CABEÇA – “Não sei se acontece com outras pessoas, mas essa situação mexe muito com a minha cabeça porque sempre me preocupei em cuidar da saúde e agora então tenho que me cuidar muito mais. Já convivo com problema de artrose no tornozelo; já fiz quatro ou cinco cirurgias no joelho; duas hérnias de disco; cirurgia no púbis, não é pouca coisa, não, estou preocupado” – diz Roger, que defende a importância do distanciamento social.

MESMO sem nenhum jogador com problema, apenas o zagueiro Luccas Claro e o atacante Luis Henrique em fase de transição, ainda não há esboço de escalação do time para o Fla-Flu da próxima quarta (6). O Fluminense deu três dias de folga, e na reapresentação os jogadores utilizaram a academia do CT Carlos Castilho para trabalho de fortalecimento muscular, com alguns participando de treino técnico. Neste sábado (2), conforme a programação, haverá treino tático.

Foto: Gazeta Esportiva