Enquanto o paraguaio Alejandro Dominguez, advogado de 48 anos,  presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), recebeu com estranheza, por não ter sido consultado, a decisão da FIFA de autorizar o aumento de três para cinco substituições nos jogos até o final de 2020, na Europa a medida recebeu duras críticas.

POPULISTA – O mais contundente nas críticas, ao aumento de substituições, foi o ex-atacante Boniek, de 64 anos, desde 2011 presidente da Associação Polonesa de Futebol, que defendeu a seleção de 76 a 88, com 24 gols em 80 jogos. Ele classificou como populista a ideia do suíço-italiano Gianni Infantino, de 50 anos, presidente da FIFA.

DIA SIM DIA NÃO –  Boniek foi da geração polonesa de ouro, com Deyna, Szuma, Lato (autor do gol no 1 x 0 no Brasil na decisão do terceiro lugar da Copa de 74), e também brilhou na Itália, de 82 a 88, com 54 gols em 225 jogos na Juventus e na Roma. Ele fez questão de dizer: “Na Copa de 82, jogamos de 3 em 3 dias, com sol de matar, e só duas substituições”.

INDIFERENTES – Mesmo em sendo medida emergencial, a decisão do aumento de três para cinco jogadores em cada jogo, só até o fim do ano, deixou indiferentes os que atuam na Europa e a maioria sequer fez comentário. De volta ao tema, o presidente da Associação Polonesa de Futebol resumiu: “Não faz sentido, mas já que é só até dezembro, vamos tolerar” – diz Zbigniew Boniek.

Foto: Luis Vera/Getty Images