O meia catarinense Jorginho, de 29 anos, não jogou em time brasileiro. Chegou à Itália aos 16 anos, formou-se na base do Verona, e depois de quatro temporadas no Napoli, foi vendido em 2018 ao Chelsea, destacando-se no time que ganhou a Liga dos Campeões 2020-2021, ao vencer o Manchester City. Na seleção italiana desde 2016, Jorginho é figura importante no esquema do técnico Roberto Mancini, na semifinal de hoje (6) com a Espanha, no estádio de Wembley.

EMERSON, de 26 anos, revelado no Santos, bicampeão paulista 2011-2012, só será o titular da lateral-esquerda hoje (6), devido à ruptura dos ligamentos do tendão de aquiles de Leonardo Spinazzola, de 28 anos, da Roma, no jogo com a Bélgica. A Roma comprou Emerson em 2016 e o vendeu em 2018 ao Chelsea, onde também não se firmou. Não há dúvida alguma de que a seleção italiana perderá muito do apoio ofensivo pela esquerda sem Spinazzola.

MAIS DIFÍCIL – Na entrevista da véspera da decisão da vaga para a final do próximo domingo (11), o técnico Roberto Mancini classificou a Espanha como adversário mais difícil que a Bélgica, enquanto Luis Enrique Martinez, técnico da Espanha, disse que “a Itália é um rival traiçoeiro porque se encolhe na defesa e torna-se mortal no contra-ataque”. Os treinadores admitiram que “será um jogo que vai exigir muita cautela porque qualquer descuido será fatal”.

BEM MELHOR – Única 100% na Eurocopa 2020, adiada para 2021, devido à pandemia, a Itália se apresenta bem melhor que a Espanha, que só ganhou um jogo nos 90 minutos, o da rodada final da fase de grupos com a Eslováquia (5 x 0). A Espanha empatou com Suécia e Polônia; venceu a Croácia na prorrogação e a Suíça, nos pênaltis. A Itália se impôs à Áustria e à Bélgica por 2 x 1, e sofreu apenas dois gols nas cinco vitórias.

DEFINIDA – Enquanto o técnico Luis Enrique não antecipou a escalação da Espanha, Roberto Mancini confirmou a da Itália: Donnarumma, Di Lorenzo, Chiellini, Bonucci e Emerson; Barella, Jorginho e Verratti; Chiesa, Immobile e Insigne. Será o quarto confronto consecutivo na Eurocopa entre italianos e espanhóis, e o quinto também está próximo, em outubro, quando se enfrentarão na Liga das Nações.

CRÍTICA DURA – O ex-árbitro Roberto Rossetti, de 53 anos, fisioterapeuta e diretor de hospital em Turim, comanda a comissão de arbitragem da União Europeia de Futebol (Uefa), e é alvo de crítica dura do Corriere dello Sport, principal jornal esportivo italiano, pela escalação do alemão Felix Brych: “Itália e Espanha mereciam árbitro melhor. Felix Brych é um desastre e representa a imagem do fracasso da Uefa”.