O empate sem gol entre a Chapecoense e o Bahia, no primeiro jogo deste último domingo (28) de julho, na Arena Condá, em Chapecó, não muda a posição dos quatro últimos, todos com saldo negativo de gols, após doze rodadas do Brasileirão 2019: Fluminense e Chapecoense (9), CSA (6) e Avaí, único sem vitória, 5 pontos. A Chapecoense teve gol bem anulado de Henrique Almeida, por falta no goleiro Douglas Friedrich, aos 41 minutos do primeiro tempo, conforme mostrou o árbitro de video. R$113.980,00. 5.780 pagantes, em jogo iniciado com neblina e concluído com sol na região oeste de Santa Catarina.

MAIS CHANCES – A Chapecoense quase marcou logo aos três minutos em cobrança de falta do meia Camilo, ex-Botafogo, que o goleiro Douglas Friedrich foi ao ângulo para mandar a escanteio, e aos 41, quando o estreante Henrique Almeida fez o gol, bem anulado por falta no goleiro. O Bahia teve mais chances no segundo tempo, mas o goleiro Tiepo defendeu o chute de Lucca aos 14 e o zagueiro Gum salvou sobre a linha o chute de Arthur, que aos 45 obrigou o goleiro a uma boa defesa.

ESTREANTE – Quatro dias depois de demitir o técnico Ney Franco, que havia contratado em março e saiu após 14 jogos – 5 vitórias, 4 empates, 5 derrotas -, a Chapecoense colocou como interino, pela terceira vez, Emerson Cris Hartkopp, curitibano de 41 anos, ex-volante do Paraná, Joinvile, Bahia, Chapecoense e Anapolina, onde parou de jogar em 2011. A Chapecoense pouco mudou e ficou sem fazer gol pelo terceiro jogo, seguido consecutivo, após a goleada (4 x 0) que sofreu do São Paulo, no Morumbi.

EXPLICAÇÃO – Após o vigésimo oitavo empate e o décimo terceiro 0 x 0 do campeonato, o gaúcho Roger Machado, técnico do Bahia, buscou justificar o quarto 0 x 0, segundo consecutivo em doze jogos do time, sem gol nos últimos três jogos: “Estávamos em mais duas competições, a Sul-Americana e a Copa do Brasil. Agora podemos melhorar com a concentração em uma só. É um jogo após o outro e isso dificulta muito pela falta de tempo, pouco que seja, para fazermos treinamento”.

CHAPECOENSE – Tiepo, Eduardo, Gum, Douglas (Maurício Ramos, 23 do segundo tempo) e Bruno Pacheco; Augusto, Marcio Araújo, Camilo (Diego Torres, 29 do segundo tempo) e Gustavo Campanharo; Henrique Almeida (Arthur Gomes, 13 do segundo tempo) e Everaldo, vice-artilheiro do Brasileirão com seis gols, há quatro jogos sem marcar. O próximo jogo será só na primeira segunda-feira (5) de agosto, em Porto Alegre, com o Grêmio.

BAHIA – Douglas Friedrich, Ezequiel, Lucas Fonseca, Juninho e Moisés; Flavio, Gregore e Ramires (Shaylon, 22 do segundo tempo); Arthur, Gilberto (Clayton, 30 do segundo tempo) e Lucca (Fernandão, 39 do segundo tempo). O Bahia completou seis jogos sem vencer como visitante, com três derrotas – 2 x 3 Botafogo, 0 x 1 Atlético Paranaense e 1 x 3 Internacional – e três 0 x 0. No próximo domingo (4) receberá o Flamengo na Arena Fonte Nova, e depois irá ao Allianz Parque para o jogo com o Palmeiras.

UM CARTÃO – O árbitro Dewson Freitas da Silva, da Federação Paraense e da FIFA, teve atuação tranquila. Consultou o VAR e anulou bem o gol do atacante Henrique Almeida, estreante da Chapecoense, por falta no goleiro, aos 41 do primeiro tempo. O único cartão amarelo que aplicou, já nos acréscimos do segundo tempo, aos 48, foi para o lateral-direito Ezequiel, do Bahia, por falta dura no atacante Arthur Gomes.

A DIFERENÇA – Derrotado na véspera pelo São Paulo (2 x 1), no Maracanã, o Fluminense está igual em tudo à Chapecoense – 9 pontos, 2 vitórias, 3 empates, 7 derrotas – e a única diferença, que o mantém em décimo sétimo ao final da décima segunda rodada está no saldo negativo de gols: 5 a 9. O Fluminense marcou 16 e sofreu 21; a Chapecoense fez 11 e sofreu 20. Mesmo que vença o Grêmio, amanhã (29), em Maceió, o CSA, com seis pontos, continuará em antepenúltimo: seu saldo negativo é de 17 gols, com apenas 3 marcados – pior ataque – e 20 sofridos (terceira defesa mais vazada).

Foto: NSC Total