O Goiás Esporte Clube, um dos seis brasileiros na Copa Sul-Americana 2020, estreia na noite de hoje (11), no estádio Luis Alfonso Giagni, em Assunção, com o Club Sol de América, em sua quinta participação, duas vezes campeão paraguaio, em 86 e 91, e antepenúltimo entre os doze do atual campeonato. O Goiás representa o coração verde da Pátria e volta a tentar o título, dez anos após perder sua única final em 2010.

ARTILHEIRO – Único remanescente do time vice-campeão e artilheiro da Copa Sul-Americana de 2010, com 8 gols, o mineiro Rafael Moura, hoje aos 36 anos, lembra que as chances foram iguais, e a sorte decidiu nos pênaltis, na final com o Independiente: “Ganhamos (2 x 0) no Serra Dourada e perdemos (3 x 1) em Buenos Aires”. Rafael Moura fez gol nos dois jogos e converteu o terceiro pênalti, mas o Goiás perdeu (5 x 3), no primeiro título do time argentino. Bom dizer: o Independiente é o maior campeão da Copa Libertadores com sete títulos.

AS MARCAS – Maior campeão goiano com 28 títulos – tetra de 2015 a 2018 e penta de 1996 a 2000 -, único do estado em finais da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, e a participar da Libertadores, o Goiás é também o único do Centro-Oeste com três artilheiros da Série A do Campeonato Brasileiro: Túlio, 11 gols em 1989; Dimba, 31 gols em 2003, e Souza, 17 gols em 2006. E o recordista de gols do Campeonato Goiano, Dill, com 29, em 2000.

O TÉCNICO – O Goiás entra na Sul-Americana 2020 sob o comando de um técnico vencedor: Ney Franco. Mineiro de 46 anos, ele foi campeão em 2012 com o São Paulo, derrotando (2 x 0) na final o Tigre, da Argentina. Antes, campeão mineiro em 2005 com o Ipatinga; carioca em 2007 com o Flamengo; paranaense em 2010 com o Coritibae campeão sul-americano e mundial em 2011 com a seleção brasileira sub-20

NA BEIRA DO CAOS – Pouco antes de sair do Botafogo, em agosto de 2009, Ney Franco tornou-se o único técnico a ganhar um disco de platina com a canção Na Beira do Caos. Foi a maneira que encontrou de compor, para contar em versos, os momentos mais difíceis das pressões mais fortes porque passa um técnico de futebol. Em uma de nossas conversas, ele me disse: “Quem está fora não tem ideia do que é a pressão na cabeça de um treinador”.

PERIGOSO – Ney Franco sabe tudo sobre o Sol de Almeida, adversário de estreia, hoje (11), do Goiás: “É um time perigoso, traiçoeiro, que se encolhe para ganhar espaço em contra-ataque”. O antepenúltimo do campeonato paraguaio é treinado pelo argentino Javier Sanguinetti, de 49 anos, ex-zagueiro do Banfield e do Rosário Central. O Sol de América não tem jogador brasileiro e em seus 110 anos de história nunca teve técnico brasileiro.