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A ESPANHA ESPERA O VENCEDOR DE HOJE (7), NA ARENA JUVENTUS, EM TURIM – FRANÇA ou BÉLGICA, para decidir domingo (10) a Liga das Nações, segundo maior torneio de seleções, depois da Eurocopa, que a Itália ganhou em julho, ao decidir nos pênaltis com a Inglaterra. A Espanha eliminou a Itália por 2 x 1, ontem (6), no estádio Giuseppe Meazza, em Milão, três meses após ser eliminada na semifinal da Eurocopa pela Itália, que perdeu a longa série invicta.

28 VITÓRIAS – A seleção italiana do técnico Roberto Mancini perdeu a mais longa série invicta de seleções, com 28 vitórias e 9 empates -, marcando 93 gols e sofrendo 12, após a derrota de 10 de setembro, no estádio da Luz, em Lisboa, para Portugal por 1 x 0, gol do atacante André Silva. A derrota representou uma grande decepção para os 37 mil torcedores, em Milão, que no entanto reconheceram como justa a vitória da seleção do técnico Luis Enrique Martinez.

DESTAQUE – O ponta Ferran Torres, de 21 anos, 1,84m, revelado desde os 10 anos no Valencia, foi o destaque da vitória com os dois gols, que marcou com assistência do ponta-esquerda Mikel Oyarzabal, de 24 anos, da Real Sociedad. O primeiro, aos 17 minutos, com chute cruzado, e o segundo, de cabeça, aos 38 minutos. A Itália só conseguiu descontar aos 38 do segundo tempo, com o meia Lorenzo Pellegrini, da Roma, após contra-ataque rápido de Federico Chiesa.

EXPULSÃO – A Itália ficou com 10 desde os 43 do primeiro tempo, quando o experiente zagueiro Leonardo Bonucci, de 33 anos, da Juventus, foi expulso pelo árbitro russo Sergey Karasev, que marcou 32 faltas, 14 da Itália. A primeira, logo aos 2 minutos, do próprio Bonucci, que reclamou da falta dura que cometeu em Busquets. Aos 43, Bonucci fez pior: deu uma cotovelada em Busquets, e foi saindo de campo, antes que visse o segundo amarelo, seguido do cartão vermelho.

UNAI SIMON, Azpilicueta, Pau Torres, Laporte e Alonso; Busquets, Koke (Merino) e Gavi (Sergi Roberto); Sarabia (Bryan Gil), Ferran Torres (Yeremy Pino) e Oyarzabal – a seleção do técnico Luis Enrique Martinez, de 51 anos, ex-meia, campeão espanhol no Real Madrid (94-95) e no Barcelona (97-98, 98-99), com 100 gols em 300 jogos. Ele lançou Gavi, meia do Barcelona, o mais jovem a estrear na seleção, ontem (6), ao completar 17 anos e 62 dias. 

DONARUMMA, Di Lorenzo, Bonucci, Bastoni e Emerson; Verratti (Locatelli), Jorginho (Pellegrini) e Barella (Calabria); Chiesa, Bernardeschi (Chiellini, para cobrir a expulsão de Bonucci) e Insigne (Kean) – a seleção do técnico Roberto Mancini, de 56 anos, maior artilheiro da história da Sampdoria, de Gênova, com 173 gols. O goleiro Donnarumma foi muito vaiado, principalmente pelos torcedores do Milan, depois de deixar o clube para jogar no PSG.

FRANÇA x BÉLGICA – Três anos depois de a França vencer a Bélgica por 1 x 0, gol do zagueiro Samuel Umtiti, na semifinal da Copa do Mundo de 2018, as seleções voltam a se enfrentar hoje (7) em outra semifinal de grande apelo, a da Liga das Nações, em Turim. Nessa cidade do belo Norte italiano, o ex-meia Didier Deschamps foi campeão como jogador e técnico da Juventus, feito que repetiu na seleção francesa, campeão do mundo em 98, e em 2018 como técnico.

TRIO DE OURO – Griezmann, do Atlético de Madrid, Benzema, do Real Madrid, e Mbappé, do PSG, que formam o trio de ouro da seleção francesa, são os trunfos mais importantes para levar os atuais campeões do mundo à final da Liga das Nações. A França fez a melhor campanha e eliminou Portugal, que tentava o segundo título consecutivo. O técnico espanhol Roberto Martinez, da seleção belga desde 2016, conta com o goleiro Courtois, do Real Madrid; com o meia De Bruyne, capitão do Manchester City, e com os gols de Romelu Lukaku, do londrino Chelsea, para ser finalista.