Única cinco vezes campeã e com participação em todas as  Copas do Mundo, a seleção brasileira estreia hoje (9) nas eliminatórias para 2022, jogando pela primeira vez, em sua história de 106 anos, sem público no estádio. Será o trigésimo primeiro Brasil x Bolívia, décimo sexto das eliminatórias, com 8 vitórias do Brasil, 3 vitórias da Bolívia e 4 empates. O primeiro jogo, em 20 de julho de 1930, no estádio Centenário, em Montevidéu, Brasil 4 x 0 Bolívia, foi o único que disputaram em Copa do Mundo, a primeira das 21 Copas, que o Uruguai ganhou (4 x 2) na decisão com a Argentina.

BRASIL 8 x 0 – Foi logo no primeiro jogo de eliminatórias, dia 14 de julho de 1977, no estádio Pascual Guerrero, em Cali, capital musical da Colômbia, que se registrou a maior goleada: 8 x 0, com 4 gols deZico, e Gil, Cerezo, Marcelo e Roberto Dinamite. Leão (Palmeiras), Zé Maria (Corinthians), Luis Pereira (Atlético de Madrid), Amaral (Guarani) e Rodrigues Neto (Botafogo); Cerezo (Atlético), Zico (Flamengo, depois Marcelo, Atlético) e Rivelino (Fluminense); Gil (Botafogo), Roberto Dinamite e Dirceu (Vasco). Técnico – Claudio Coutinho. Invicto, o Brasil foi terceiro na Copa de 78, e o técnico disse:“Somos os campeões morais”.

A DERROTA – A primeira das três derrotas do Brasil para a Bolívia, em eliminatórias, foi em 25 de julho de 93, no estádio Hernan Siles, em La Paz, com os gols de Echeverry e Peña, nos dois últimos minutos. Taffarel (Parma), Cafu (São Paulo), Válber (São Paulo), Marcio Santos (Bordeaux) e Leonardo (Valencia); Mauro Silva (La Coruña), Luis Henrique (Mônaco, depois Jorginho, Bayern), Raí (PSG, depois Palhinha, São Paulo) e Zinho (Palmeiras); Bebeto (La Coruña) e Muller (São Paulo). Técnico – Parreira.

A MAIOR – Depois dos 8 x 0 de 77, o Brasil aplicou outras goleadas na Bolívia em eliminatórias – 6 x 0 em 1993, 5 x 0 em 2001 e 2017 -, mas a maior de todas foi em 10 de abril de 1949, no Pacaembu, no Sul-Americano (hoje Copa América): 10 x 1. Niginho fez 3 gols, Zizinho, Claudio e Simão (2) e Jair. A escalação da época era no 2-3-5: Barbosa (Vasco), Augusto (Vasco) e Mauro (São Paulo); Bauer, Rui e Noronha (São Paulo); Claudio (Corinthians), Zizinho (Flamengo), Niginho (Portuguesa), Jair Rosa Pinto (Flamengo) e Simão (Portuguesa). Técnico – Flávio Costa.

Imagem: Estadão Esportes