Maracanã, 25 de maio de 1967, Célio, do Nacional do Uruguai, em entrevista a Deni Menezes

O ex-atacante Célio, artilheiro nos quatro anos em que defendeu o Vasco, de 63 a 66, está internado no Hospital Metropolitano de João Pessoa, capital da Paraíba, onde há anos mora com a família, depois de sentir malestar e gripe na última quinta (21). Sua esposa Doraci informou no final da noite de hoje (23), que ele tem sintoma do novo coronavírus, mas apresenta quadro estável, de acordo com os médicos, que o reavaliarão amanhã (24).

ARTILHEIRO – Paulista de 79 anos, natural de Santos, onde iniciou no Jabaquara, Celio estreou no Vasco em 31/3/1963, no 1 x 1 com o Dukla, de Praga, base da Checoslováquia, que perdeu (3 x 1) a decisão da Copa de 62 para o Brasil. O jogo foi pelo torneio pentagonal do México, com América, da capital, e os dois times de Guadalajara, Chivas e Oro.

NACIONAL – Célio quase foi para o Milan, após ganhar o Rio-São Paulo de 1966 com o Vasco, mas acertou com o Nacional de Montevidéu. Ídolo e goleador no time uruguaio, tornou-se o terceiro maior artilheiro brasileiro da Libertadores com 22 gols, depois de Luizão, com 29, campeão em 98 no Vasco, e de Palhinha, do Cruzeiro, com 25 gols.

JAIRZINHO, um dos astros do Botafogo nos anos 60-70, ficou a um gol (21) de Célio, e o quinto maior artilheiro brasileiro da Libertadores é Ricardo Oliveira, com 19 gols. Bom lembrar também: Célio disputou o Campeonato Brasileiro Militar pela seleção do Exército, formando a dupla de ataque com Pelé, da mesma idade dele.

OVACIONADO – Célio Taveira Filho foi ovacionado pela torcida do Vasco na volta ao Maracanã, no amistoso da noite de 25 de maio de 67 – amanhã faz 53 anos -, em que o Vasco venceu (2 x 0) o Nacional de Montevidéu e ganhou a Taça Governador Negrão de Lima. Célio havia feito exatos 100 gols nos quatro anos em que jogou no Vasco.