HORAS DEPOIS DA SAÍDA DE LUIZ FELIPE SCOLARI, o Grêmio recebeu resposta negativa de seus ex-campeões Roger Machado e  Mano Menezes, que estão livres no mercado, e pode investir em Lisca, que não fez boa campanha no Vasco, e Rogerio Ceni, demitido do Flamengo em julho, apesar de campeão brasileiro e da Supercopa do Brasil. Outro nome cogitado é o de seu ex-lateral Francisco Arce, campeão da Libertadores 95 e Brasileiro 96, técnico do Cerro Porteño.

ARTIFÍCIO – Como aconteceu na saída de Tiago Nunes, hoje técnico do Ceará, que tinha contrato até 2022, o Grêmio voltou a usar o artifício do comum acordo na demissão de Scolari, a fim de driblar a CBF, para não violar a regra imposta de apenas uma troca de técnico durante o Campeonato Brasileiro. O regulamento diz que “o clube só pode efetuar uma dispensa de treinador, sem justa causa”. Por isso, o uso de “comum acordo”, ao justificar a dispensa do treinador.

DIFÍCIL – Por mais experiente, Scolari não conseguiu tirar o Grêmio do rebaixamento, apesar de cinco tentativas. Ele comandou 15 jogos no Campeonato Brasileiro – 6 vitórias, 6 derrotas, 3 empates – e saiu deixando o time em penúltimo lugar, com 23 pontos, saldo negativo de 7 gols (20 a 27). Além da iminência do terceiro rebaixamento, depois de 1991 e 2004, o Grêmio de Scolari foi eliminado nas oitavas de final da Sul-Americana e nas quartas de final da Copa do Brasil.

BOM LEMBRAR – Em 2004, quando foi rebaixado pela segunda vez, o Grêmio chegou a fazer quatro trocas de técnicos: Adilson Batista, José Luis Plein, Cuca e Claudio Duarte, de todos o menos bem-visto por ter sido jogador do arquirrival Internacional. Campeão gaúcho aos 38 anos, em 1987, Scolari revelou paixão pelo Grêmio, e seu prestígio aumentou, ao ganhar a Copa do Brasil 1994, Libertadores 1995, Campeonato Brasileiro e Recopa Sul-Americana 1996.

Foto: Diário do Grande ABC