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LOGO DEPOIS DA VIRADA sobre a Argentina, com dois gols em cinco minutos, o rei Salman bin Abdullaziz Al Saud, de 86 anos, decretou feriado nacional na Arábia Saudita, atendendo à sugestão do filho Mohammed bin Salman, de 37 anos, príncipe herdeiro, primeiro vice-ministro e ministro da Defesa. 

A VITÓRIA HISTÓRICA da Arábia Saudita, apenas a 4ª em 16 jogos de Copas do Mundo, desde a primeira de que participou em 1994, teve duplo significado: foi a primeira em estreia em Copa do Mundo e quebrou a invencibilidade de 36 jogos da Argentina, que não perdia desde a semifinal da Copa América de 2018 com o Brasil.

OS TORCEDORES SAUDITAS continuam comemorando, em desfile de carros, desde as 3 horas da tarde, quando o jogo terminou, e não só na capital Riad, mas nas cidades sagradas de Meca e Medina, e na antiga capital Jeddah, principal cidade portuária. Os sauditas estão ainda mais felizes por um motivo extra muito especial.

O ATACANTE SALEH AL SHEHRI, de 29 anos, que empatou aos 3 minutos do 2º tempo, e o meia Salem Al Aldawsari, de 31 anos, que marcou o gol da virada aos 8 minutos, jogam no Al-Hilal, recordista saudita com 56 títulos de campeão nacional, time mais popular do país, que lota estádios e leva os torcedores ao delírio. 

OS SAUDITAS TAMBÉM comemoram outro feito histórico de sua seleção, ao vencerem o primeiro confronto de Copa do Mundo com a Argentina, depois de empates em 2 x 2 e 0 x 0, e de vitórias dos argentinos por 2 x 0 e 3 x 1 nos cinco jogos que disputaram desde 5 de julho de 1988.

DEPOIS DE CAMPEÕES mundiais sub-17 em 1989, os sauditas tiveram sua melhor participação em Copa do Mundo, logo na primeira, em 1994, com o 9º lugar, ao vencerem Marrocos por 2 x 1 e Bélgica por 1 x 0. A Copa de 2022 é a 6ª que disputam e a vitória sobre a Argentina foi a 4ª em 17 jogos (2 empates, 11 derrotas).

SEIS TÉCNICOS BRASILEIROS já dirigiram seleções da Arábia Saudita. O precursor foi o vitorioso e consagrado Mario Jorge Lobo Zagallo, campeão da Copa da Ásia de 1984. Depois dele, Rubens Minelli, Candinho, Ivo Wortmann, Marcos Paquetá e Carlos Alberto Gomes Parreira, na Copa de 1998. 

EM CINCO MINUTOS, e só com dois chutes certeiros na volta do intervalo, a Arábia Saudita acabou com a ilusão da Argentina de estrear com vitória e de ser a nova recordista mundial de invencibilidade. O capitão Messi fez 1 x 0 logo aos 10 minutos, convertendo o pênalti sofrido por Paredes, puxado pela camisa.

MESSI IGUALOU-SE como mais novo ao italiano Gianluigi Buffon, que tinha 35 anos ao disputar a 5ª Copa em 2014. Messi é do seleto grupo dos cinco Copas, com os mexicanos Antonio Carbajal (50 a 66), Rafa Marquez (2002 a 2018) e Guillermo Ochoa (2006 a 2022); o alemão Lothar Matthaus (82 a 98) e Cristiano Ronaldo (2006 a 2022).

Foto: Marcelo Machado de Melo/Estadão Conteúdo / Lance! / R7