O PRIMEIRO DOMINGO DE 2022 marca a abertura da 52ª Copa São Paulo de Juniores, com 128 equipes divididas em 32 cidades-sedes. As quatro de cada grupo jogarão entre si e as duas primeiras se classificam à segunda fase, em que terá início o mata-mata até a grande final de 25 de janeiro, dia do aniversário da capital paulista, que completará 468 anos, e recebeu o nome em homenagem ao apóstolo Paulo, um dos mais influentes escritores e pregadores do cristianismo.

CAMPEÃO PELA ÚLTIMA VEZ EM 2017, o Corinthians é o maior vencedor com 10 títulos, seguido do Fluminense, com 5, o último em 1989, e do Internacional, com 5, a última em 2020. O Flamengo, único que venceu todas as quatro decisões, a última em 2018, tenta se igualar ao Fluminense. O São Paulo também foi quatro vezes campeão, a última em 2019. A Copinha não foi realizada em 2020, em virtude da pandemia do novo coronavírus.

TRÊS VEZES CAMPEÃO DA COPINHA, a última em 1983, o Atlético Mineiro faz o jogo de abertura com a Desportiva Aliança, de Maceió, uma das equipes alagoanas, e de todo o Nordeste, que dão mais atenção às divisões de base. O outro com três títulos é o Santos, campeão pela última vez em 2014, seis anos depois de revelar Neymar, aos 15 anos, o mais jovem a fazer gol na história do torneio, só não disputado em 1987 por decisão do prefeito Janio Quadros.

FLUMINENSE – Campeão em 71, 73, 77, 86 e 89, ganhou o último título com 1 x 0 no Juventus, da capital paulista, com o gol do atacante Sílvio, eleito melhor do torneio. Time: Jefferson, China, Tito, Marcelo Barreto e Cesar Diniz; Carlos André, Marcelo Gomes e Robert; Gama, Franklin e Sílvio. Técnico – Sebastião Rocha. Entre muitas revelações, o meia Gerson, vendido à Roma, hoje no Marselha, e os atacantes Pedro, vendido à Fiorentina, hoje no Flamengo, e Evanilson, hoje no Porto.

FLAMENGO – Campeão em 1990, 2011, 2016 e 2018, o Flamengo ganhou o último título com 1 x 0 no São Paulo, gol do ponta Wendel, aos 2 minutos. Time: Yago, Bernardo (Aderlan), Dantas, Patrick e Pablo; Theo, Hugo e Pepê (Valverde); João Pedro, Lucas e Wendel (Luis Henrique). Técnico – Maurício de Sousa. Entre outras revelações, os campeões de 90, Junior Baiano, Marcelinho Carioca, Nelio e Djalminha, eleito o melhor do torneio.

VASCO – Campeão pela única vez em 1992, vencendo o São Paulo por 5 x 3 nos pênaltis, após 1 x 1 nos 90 minutos. Time: Caetano, Pimentel, Alex, Tinho e Josenilton (Fabio); Vianna, Leandro Ávila, Vítor e Denilson (Pedro Renato); Hernande e Valdir Bigode. Técnico, o ex-zagueiro Gaúcho. As grandes revelações: Pimentel e Valdir Bigode, que depois jogaram no São Paulo, e o meia Leandro Ávila, campeão brasileiro no Botafogo, em 1995; tricampeão carioca 92-93-94 no Vasco, e em 99-2000-2001 no Flamengo.

BOTAFOGO – Único carioca que ainda não ganhou a Copa São Paulo, o Botafogo só foi finalista em 1971, perdendo para o Fluminense por 4 x 3 nos pênaltis, após 3 x 3 nos 90 minutos e 1 x 1 na prorrogação da primeira decisão entre equipes da mesma cidade. Dirigido por Neca, um dos grandes treinadores das divisões de base de todos os tempos, que revelou Rogerio, Roberto, Jairzinho e tantos outros, o time de juniores do Botafogo completou 103 jogos de invencibilidade, e seus destaques eram o ponta-esquerda Galdino e o atacante Tuca Ferreti, hoje técnico no México. 

ENTRE OUTROS GRANDES VALORES, a Copa São Paulo revelou o lateral Cafu, capitão da seleção campeã do mundo em 2002, a última que o Brasil ganhou; o zagueiro Marquinhos, hoje no PSG; o meia Kaká, Bola de Ouro de 2007; o volante Casemiro, hoje no Real Madrid e capitão da seleção; o atacante Gabriel Jesus, hoje no Manchester City, e Neymar, artilheiro e principal referência da seleção.

Foto: Divulgação/Federação Paulista de Futebol