Com a sétima vitória em doze rodadas, o Flamengo manteve o terceiro lugar com 24 pontos, ao vencer (3 x 2) o clássico deste último domingo (28) de julho com o Botafogo, ficando a três pontos do Palmeiras (27), que desceu para a vice-liderança após o 1 x 1 com o Vasco, e a cinco pontos do Santos, novo líder com 29, que não teve dificuldade para ganhar (3 x 1) do lanterna Avaí. O Flamengo tem o ataque mais positivo (25) – 2.08 gols por jogo – e o artilheiro Gabriel, com 9, três a mais que Bruno Henrique (Flamengo) e Everaldo (Chapecoense). O Flamengo sofreu gol em todos os seis jogos desde que o técnico Jorge Jesus assumiu.

PRESSÃO E GOL – Como tem sido desde que o técnico português passou a comandar o time, o Flamengo pressionou desde o início, mas parou na boa marcação da defesa do Botafogo, que em contra-ataque atacou abrindo o placar. O lateral Jonathan bateu de pé esquerdo o escanteio da direita e o meia Cicero, na pequena área, desviou de cabeça, antes de Trauco e do goleiro Diego Alves, fazendo 1 x 0 aos 14. O Flamengo só chegou ao empate aos 35, com o chute forte do meia Gerson, de canhota, de fora da área.

MAIS TRÊS – Na volta do intervalo, os times deram mais colorido ao clássico, com três gols em vinte minutos. Gabriel fez o segundo do Flamengo aos 9, com chute de canhota de fora da área, após o zagueiro Joel Carli rebater de cabeça o cruzamento de Rafinha. O Botafogo empatou aos 21 em bela cobrança de falta, com muito efeito, de Diego Souza. A bola passou no meio da barreira e entrou à esquerda. O gol da vitória foi de Bruno Henrique, aos 29, livre na pequena área, após cruzamento rasteiro de Rafinha. Bruno Henrique perdeu chance clara de fazer 4 x 2 aos 43, ao chutar por cima.

SETE CARTÕES – O árbitro Raphael Claus, da Federação Paulista e da FIFA, aplicou cinco cartões no primeiro tempo. Pimpão, aos 17, por falta em Bruno Henrique. Aos 26, advertência simultânea ao zagueiro Gabriele ao atacante Gabriel, por discussão. Rafinha, aos 40, por falta em Luis Fernando, e aos 44,Cuellar, por pisar o tornozelo de Marcinho. No segundo tempo, Gerson, aos 24, por puxar Alex Santana, e Trauco, aos 42, por falta em Diego.

O ÁRBITRO ERROU ao não expulsar o volante Cuellar, pela entrada dura em que pisou forte no tornozelo de Marcinho, e em não mostrar o segundo amarelo – seguido do vermelho – a Rafinha, pela falta em Luis Fernando. Raphael Claus foi cercado pelos jogadores do Botafogo, Diego Souza à frente, mas não se deixou envolver pelas reclamações. R$1.645.403. 42.483 pagantes.

FLAMENGO – Diego Alves (cap), Rafinha, Rodrigo Caio (Thuler, 13 do primeiro tempo), Pablo Marí e Trauco; Cuellar, Arão e Gerson; Lincoln (Lucas Silva, 15 do segundo tempo), Bruno Henrique e Gabriel (Piris da Mota, 44 do segundo tempo). Rodrigo Caio sentiu o músculo da coxa e não há garantia de que se recupere para o jogo de quarta (31) com o Emelec, em que o Flamengo precisará de vitória por três gols para se classificar às quartas de final da Copa Libertadores.

LINCOLN também teve que ser substituído nos minutos finais, por sentir a coxa direita. A exemplo de Rodrigo Caio, vai intensificar o tratamento.Gabriel pediu para sair, mas não representa dúvida para o jogo de quarta. 

PABLO MARÍ, zagueiro de 25 anos, 1,91m, terceiro espanhol a jogar pelo Flamengo, teve estreia discreta. Felipe Luis, lateral que só poderá entrar se o Flamengo passar de fase na Libertadores, assistiu com a família.

BOTAFOGO – Gatito, Marcinho, Joel Carli (cap), Gabriel e Jonathan (Lucas Barros, 35 do segundo tempo); Alex Santana, João Paulo (Victor Rangel, 40 do segundo tempo) e Cicero; Pimpão (Lucas Campos, 30 do segundo tempo), Diego Souza e Luis Fernando. Com a sexta derrota e quatro jogos sem vencer, o Botafogo caiu duas posições e está em décimo com 16 pontos. O time voltou a fazer gol após três jogos. Quarta (31), o Botafogo decidirá a vaga para as quartas de final da Sul-Americana com o Atlético, em Belo Horizonte, precisando vencer por dois gols, após perder (1 x 0) em casa. Se vencer por um gol, decide nos pênaltis.

Foto: A Voz da Cidade