O Club Sport Emelec, de Guaiaquil, segunda maior cidade do Equador, será o adversário do Flamengo no mata-mata das oitavas de final da Copa Libertadores, em dias e horários a serem estabelecidos pela Confederação Sul-Americana, na segunda quinzena de julho, após a Copa América, de 14 de junho a 14 de julho, no Brasil. O primeiro jogo será no estádio George Capwell – 40 mil lugares – e o segundo no Maracanã, direito que o Flamengo assegurou ao se classificar em primeiro no Grupo D. Bom lembrar: o Flamengo só ganha a Libertadores em 1981.

SEM ALTITUDE – Bom para o Flamengo, que na fase de grupos teve que enfrentar os 2.850 metros de Quito, capital do Equador, no jogo com a LDU, que terminou em segundo no Grupo D, igual em pontos (10), vitórias (3), empate (1) e derrotas (2). O Flamengo se classificou em primeiro pelo saldo de 6 gols (11 a 5), enquanto a LDU teve saldo de 4 gols (12 a 8). Bom lembrar: o Emelec foi o único a vencer o Cruzeiro, na  última rodada da fase de grupos, quando se classificou em segundo, no Mineirão.

O EMELEC – adversário do Flamengo – só conseguiu a vaga, em segundo no Grupo B, ao ganhar (2 x 1) do Cruzeiro. O time equatoriano ficou seis pontos atrás do campeão mineiro (9 a 15) e só teve saldo de 1 gol, depois de campanha bem discreta, com duas vitórias, três empates e uma derrota, marcando seis gols e sofrendo cinco. O estádio George Capwell, do Emelec, é bem diferente do Casa Blanca – 41.596 lugares -, em Quito, além de não ter problema de altitude.

14 TÍTULOS – O Club Sport Emelec, de 90 anos, fundado em 28 de abril de 1929, ganhou 14 vezes o campeonato nacional do Equador e seus últimos títulos foram o tri, em 2013-14-15 e em 2017. No elenco de 30 jogadores, sob o comando do técnico uruguaio Alfredo Carlos Arias, de 60 anos, só três estrangeiros: o goleiro Dreer, uruguaio, mas já naturalizado equatoriano; o meia Fernando Luna e o atacante Marcos Mondaini, argentinos.

RECORDA 2012 – O Emelec recorda, e com muita alegria, que há sete anos avançou às oitavas de final da Libertadores, ao ganhar em 2012 do Olímpia, do Paraguai, e do Flamengo, que recém havia contratado Ronaldinho Gaúcho como sua principal estrela, conforme o anúncio da então presidenta Patrícia Amorim. Na camisa do Emelec, as estrelas do escudo representam as 24 províncias da República do Equador, presidida por Rafael Correa, criado em Guaiaquil, cidade do maior porto do país e a mais importante da economia, embora não seja a capital.

CRUZEIRO x RIVER PLATE – Primeiro jogo no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires; segundo jogo, no Mineirão. Atual campeão, após derrotar em 2018 o Boca, na única final disputada fora da América do Sul – no estádio do Real Madrid -, o River ganhou quatro vezes a Libertadores: 86, 96, 2015 e 2018. O Cruzeiro tenta o terceiro título, depois de ter sido campeão em 76 e 97.

PALMEIRAS x GODOY CRUZ – O atual campeão brasileiro vai jogar com o Club Deportivo Godoy Cruz, que em 2017-18 foi vice-campeão argentino, a melhor campanha de sua história de 97 anos e que o levou pela sexta vez à Libertadores. Manda os jogos no acanhado Feliciano Gambarte, estádio de 18 mil lugares, na província de Mendoza, mas em jogos com mais apelo opta pelo Malvinas Argentinas, de 40 mil lugares, onde o Brasil ganhou (3 x 0) do Peru e 3 x 1 da Polônia, na Copa do Mundo de 1978. O Palmeiras, com a melhor campanha da fase de grupos, fará o segundo jogo em casa até a fase semifinal. 20 anos depois, o Palmeiras, campeão em 1999, tenta ganhar a Libertadores pela segunda vez.

INTER x NACIONAL – Primeiro do Grupo A, o Internacional fará o segundo jogo com o Nacional, do Uruguai, na Arena Beira Rio, em Porto Alegre. O vice-campeão gaúcho terminou invicto, com quatro vitórias e dois empates, 11 gols a favor e 6 contra. O primeiro jogo será em Montevidéu, no Parque Central, onde o Brasil disputou seu primeiro jogo de Copa do Mundo, em 14 de julho de 1930, perdendo (2 x 1) para a Iugoslávia. O Nacional ganhou a Libertadores em 71, 80 e 88. O Inter, em 2006 e 2010.

BOCA x FURACÃO – No mata-mata das oitavas, um repeteco da fase de grupos: Boca x Atlético Paranaense, primeiro e segundo do Grupo G, que o Furacão perdeu na última rodada, ao levar a virada (2 x 1), no estádio de La Bombonera, onde terá que voltar para o segundo jogo. O primeiro será na Arena da Baixada, em Curitiba. O campeão paranaense tenta o primeiro título da Libertadores. O Boca, segundo maior vencedor com seis títulos, foi duas vezes bi, em 77-78 e 2000-2001, e em 2003 e 2007.

GRÊMIO x LIBERTAD – É outro repeteco no mata-mata das oitavas de final. O Libertad, que ainda não ganhou a Libertadores, terminou em primeiro no Grupo H, com 12 pontos, e o Grêmio em segundo, com 10. Por isso, o primeiro jogo será na Arena Grêmio, e o segundo em Assunção. O Grêmio, três vezes campeão – 83, 95 e 2017 -, tenta ser o brasileiro com mais conquistas da Libertadores, superando o Santos, que ganhou em 62-63 e em 2011, e o São Paulo, campeão em 92-93 e 2006.

OUTROS DOIS – No sorteio da noite de ontem (13), Cerro Porteño, do Paraguai x San Lorenzo, da Argentina, e LDU, do Equador x Olímpia, do Paraguai. O Cerro nunca foi campeão e o San Lorenzo só ganhou a Libertadores em 2014. O Olímpia é o único paraguaio campeão da Libertadores, com os títulos de 79, 90 e 2002. A LDU só foi campeã em 2008, quando venceu o Fluminense, nos pênaltis, no Maracanã.