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Cinco vitórias de cada time e o quarto empate confirmaram o histórico de equilíbrio entre Racing e Flamengo, no 1 x 1 da noite de ontem (24), no estádio El Cilindro, onde não se viu o Flamengo fazer boa apresentação nem mostrar a força de atual campeão, diante do modesto quinto time argentino. A vantagem do 0 x 0 na próxima terça (1), no Maracanã, é desprezível, se considerarmos a inferioridade técnica do Racing, incapaz de eliminar o Flamengo, bem superior.

JOGO RUIM – Racing e Flamengo fizeram jogo ruim, o pior dos três da noite de abertura das oitavas de final. Não da parte do Racing, bem fraco, mas da parte do Flamengo, esperava-se mais, mas o Flamengo não tem conseguido mostrar evolução nos últimos jogos, e é preciso que melhore para que o caminho das Libertadores não se torne curto. Só que não se tem visto o time tão criativo nem com tantas finalizações, menos ainda com sistema defensivo que inspire confiança. 

TUDO IGUAL – Os gols foram bem trabalhados. O lateral Fabrício Dominguez, de 19 anos, uma das mais gratas revelações do Racing, que dedica atenção especial à base, fez jogada primorosa, antes do cruzamento para Hector Fertoli abrir o placar aos 13, mas o Flamengo teve reação imediata. Bruno Henrique, merecedor do prêmio da Conmebol de melhor do jogo, pouco depois de acertar a trave, criou a jogada e fez o cruzamento para Gabriel, que se mostra distante da forma fisica, empatar aos 15.

ANULADOS – O Racing sentiu-se, sem razão, prejudicado pela anulação dos gols de Lisandro Lopez, aos 4 do segundo tempo, mas a falta de Mena, no início do lance, foi clara, e de Reniero, aos 33, em impedimento no começo da jogada, tal qual o gol de Arrascaeta não poderia ser validado, pelo impedimento de Vitinho. O árbitro acertou nas três decisões, como em todas as demais que adotou. Alexis Herrera, com atuação segura, mostrou que a arbitragem está acima do nível do futebol da Venezuela.

EXPULSÕES – O árbitro aplicou corretamente os cartões amarelos no lateral Fabrício Dominguez e no zagueiro Leonardo Sigali, assim como no meia Gerson, que outra vez se envolveu em confusão e já perto do final do jogo. Nem era preciso recorrer ao VAR para expulsar o zagueiro Thuler, aos 35 do segundo tempo, porque o carrinho em Lisandro Lopez não só foi duro, mas bem maldoso. O zagueiro reserva Natan, quatro minutos depois também mereceu o vermelho, por se levantar do banco para reclamar.

RACING – Gabriel Arias, Fabrício Dominguez (Pillud), Sigali, Nery Dominguez e Soto; Mena, Matias Rojas, Miranda e Hector Fertoli (Santiago Godoy); Reniero e Lisandro Lopez. O técnico Sebastián Beccacece bem que poderia ser enquadrado pela Conmebol por dizer que sentiu roubado, referindo-se à anulação dos gols de Lisandro Lopez e de Reniero. O treinador disse que espera ter, no jogo de volta, o meia Solari, o ponta Melgarejo e o atacante croata-argentino Dario Cvitanich, todos com cansaço muscular.

FLAMENGO – Diego Alves, Renê (Gustavo Henrique), Thuler, Leo Pereira e Filipe Luis; Arão, Gerson, Everton Ribeiro (Gomes) e Arrascaeta (Diego); Bruno Henrique e Gabriel (Vitinho). Técnico – Rogerio Ceni, segundo 1 x 1 em quatro jogos, deixando claro que está precisando melhorar os números, além de ajustar o time para que faça exibições mais convincentes. Desde que assumiu, ainda não se viu avanço no desempenho da equipe.

Foto: Alexandre Vidal/CRF