O Flamengo é um caso raro na história das 50 edições da Copa São Paulo de futebol júnior, que começou a ser disputada em 1969: único a vencer todas as quatro finais de que participou, em 1990, 2011, 2016 e 2018, e só uma decida nos pênaltis. Entre suas principais revelações, o meia Djalminha, campeão e eleito o melhor da edição de 1990.

128 TIMES – O maior torneio sub-20 do futebol mundial, organizado com muita competência pela Federação Paulista, reunirá 128 times em 32 grupos, a partir da próxima quinta (2), em jogos eliminatórios, e com a grande final no estádio municipal do Pacaembu, em 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, que em 2020 comemora 466 anos de fundação.

DIADEMA – O Flamengo está no Grupo 25, em Diadema, região metropolitana, a 14 km da capital paulista. Estreará dia 4 com o Vitória da Conquista, da terceira maior cidade baiana, a 509 km da capital Salvador. Os outros adversários serão o Trem, de Macapá, capital do estado do Amapá, e o Água Santa, de Diadema.

FLUMINENSE – Primeiro carioca a estrear, dia 2, com o Socorro Sport Club, de Nossa Senhora do Socorro, região metropolitana da capital Aracaju. Os outros do Grupo 15, em Itu, serão o Ituano e o estreante Vilhenense, da cidade de Vilhena, no estado de Rondônia, a 699 km da capital Porto Velho. O Fluminense é o segundo maior vencedor do torneio, com os cinco títulos em 71-73-77-86-89. O Corinthians foi 10 vezes campeão.

VASCO – Campeão pela única vez em 1992 (1 x 1 e 5 x 3 nos pênaltis no São Paulo), o Vasco estreia dia 4 com o Carajás, de Belém, campeão paraense sub-17 em 2018. Os outros adversários serão o Itapirense e o Jacuipense, de Riachão do Jacuípe, a 186 km de Salvador. Em 2018, o Vasco perdeu a decisão para o São Paulo (2 x 2 e 3 x 1 nos pênaltis). O Grupo 19 é em Itapira, a 173 km de São Paulo, onde nasceu Hideraldo Luis Bellini, ex-zagueiro do Vasco e primeiro capitão campeão do mundo em 1958.

BOTAFOGO – Único do Rio sem título da Copinha, o Botafogo estreará dia 3 com o Visão Celeste EC, de Parnamirim, cidade norte-riograndense a 12 km da capital Natal. Os outros adversários serão os paulistas Novorizontino e Noroeste, de Bauru, sede do Grupo 4, em Bauru, centro-oeste do estado de São Paulo, a 326 km da capital. 

AMÉRICA – A estreia do América FC, de volta à Copinha, será na sexta (3) com o Santa Cruz, do Recife. Os outros adversários serão o Guarulhos e a AA Flamengo, também de São Paulo. O América está no Grupo 30, com sede em Guarulhos, cidade não capital de estado mais populosa do Brasil, localizada na região metropolitana de São Paulo.

NOVA IGUAÇU – O time da Baixada fluminense estreará com o Joinvile, de Santa Catarina, e depois jogará com o paulista Mirassol e o capixaba Linhares FC, que ainda depende de verba para a viagem. O Nova Iguaçu está no Grupo 4 da Copa São Paulo e os jogos serão na cidade de Bálsamo, a 464 km da capital do estado.

VOLTA REDONDA – Sempre com boa participação, o Volta Redonda estreia na Copinha com o América, de Belo Horizonte, dia 3, e depois jogará com o paulista Desportivo Brasil, de Porto Feliz, e o acreano Galvez EC, da capital Rio Branco. O Grupo 8 do Volta Redonda é em Porto Feliz, cidade a 112 km da capital paulista.

RESENDE – O representante do futebol do Sul do estado do Rio de Janeiro estreará dia 3 com o ABC, de Natal. Depois, o Resende FC jogará com os paulistas Manthiqueira e São Bernardo, no estádio municipal de Guaratinguetá, a 127 km da capital do estado. São as oito equipes do estado do Rio de Janeiro na Copa São Paulo de 2020.

DA COPINHA A MELHOR DO MUNDO

Entre as grandes revelações da Copinha, o ex-meia Kaká, campeão em 2001 pelo São Paulo, e seis anos depois eleito melhor do mundo, prêmio FIFA, pelo Milan, que defendeu de 2003 a 2009 em 270 jogos, com 95 gols. Reserva na última Copa que o Brasil ganhou em 2002, Kaká atuou pela seleção até 2016, com 31 gols em 95 jogos.

GOL MAIS RÁPIDO – Fred foi outra grande revelação, com o gol mais rápido da Copinha, em 2003, no jogo do América Mineiro com o Vila Nova de Goiânia, marcado aos 3,17 segundos. Fred, que depois brilharia no Fluminense e Cruzeiro, tinha 19 anos. Um ano antes, em 2002, Robinho apareceu com muito brilho no time do Santos.

TALENTO DE DENER – Um dos que mais marcaram na Copinha foi Dener, paulistano revelado na Portuguesa, que morreu em 17/4/94, 17 dias após completar 23 anos, em desastre de carro na Lagoa, Zona Sul do Rio. Depois de 141 jogos e 25 gols, de 89 a 93, foi emprestado ao Grêmio e ao Vasco, que defendeu em 17 jogos e marcou 5 gols. 

NEYMAR – Foi a revelação do Santos na Copinha de 2009. Seis anos depois, Gabriel Jesus se sobressaiu no Palmeiras em 2015. Bom lembrar também que Raí, campeão mundial no São Paulo, foi a revelação de 1983 do Botafogo, de Ribeirão Preto, e o carioca Vagner Love se destacou na única final da Copinha em que o Palmeiras participou em 2003.

ÚNICA FINAL CARIOCA DA COPINHA

Fluminense e Botafogo fizeram a única final carioca da Copinha, em 6 de março de 71, no Centro Esportivo de Pirituba: 4 x 4, e o Fluminense, nos pênaltis (4 x 3), ganhou o primeiro de seus cinco títulos, dirigido pelo ex-zagueiro Pinheiro, segundo que mais vestiu a camisa tricolor, em 605 jogos, depois do goleiro Castilho (698), ambos campeões cariocas em 51 e 59. Foi a única final do Botafogo.

HISTÓRICO – O terceiro título de campeão da Copinha entrou para a história do Fluminense, ao vencer (2 x 1) a Ponte Preta, na única decisão no estádio do Morumbi e como preliminar de um amistoso da seleção brasileira, que já se preparava para a Copa do Mundo de 1978, e que venceu a Bulgária (1 x 0, gol de Roberto Dinamite), em 23 de janeiro de 1977, diante de 68 mil torcedores.

PAULISTAS – Em 2020 a Copinha completa 51 edições, com amplo domínio dos paulistas, que participaram de 45 finais e ganharam 30 títulos e ficaram 37 vezes com o segundo lugar. Os times cariocas estiveram em 14 finais e ganharam 10. O Corinthians é o maior vencedor: 10 vezes campeão e 8 vezes vice. O Fluminense ganhou 5 títulos e o último foi em 1989. Quatro vezes campeões São Paulo, Internacional e Flamengo.

ESTRANGEIROS – A Copinha teve a participação de estrangeiros de prestígio como o Bayern de Munique, em 1985, e Boca Juniors e Peñarol, em 95. Também disputaram as seleções sub-20 do Japão, em 95, e da China, em 97. O Tokyo Verdy, na época Kashima Reysol, foi o único estrangeiro a se classificar para a segunda fase, em 2014.

O ÚNICO ANO em que a Copa São Paulo de futebol júnior não se realizou foi em 1987, por falta de apoio do prefeito Jânio Quadros – 1917-1992 -, que renunciou à presidência da República em 25/8/61. Jânio usava a vassoura como seu símbolo de combate à corrupção, ou seja, algo que existe desde sempre na política brasileira.