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Com acentuado favoritismo, mesmo no estádio do adversário, o Flamengo estreia hoje (24) no mata-mata das oitavas com o Racing, na Argentina, de olho na grande final da Libertadores 2020, confirmada ontem (23) pela Confederação Sul-Americana de Futebol para o sábado, 30 de janeiro de 2021, no Maracanã. Atual campeão, com a virada (2 x 1) sobre o River Plate, no sábado, 23 de novembro de 2019, no Estádio Nacional de Lima, o Flamengo pode ser o primeiro brasileiro a disputar a segunda decisão consecutiva em jogo único. O sistema de rodízio do estádio da final única da Libertadores será mantido.

VOLTA DA DUPLA – Na soma de 2019, Bruno Henrique e Gabriel Barbosa, que voltam a jogar juntos hoje (24), marcaram 137 gols, atingindo o máximo de 46 gols – 25 de Gabriel, 21 de Bruno – no Campeonato Brasileiro, quando igualaram, 15 anos depois, o feito de Washington (34) e Dagoberto (12) no Athletico Paranaense. Antes, duas duplas conseguiram 43 gols em uma temporada: Dimba (31) e Araújo (12), no Goiás, em 2003, e Deivid (22) e Robinho (21), no Santos, em 2004. Romário (22) e Alex Dias (19) completaram a quinta dupla com mais de 40 gols em uma temporada, no Vasco, em 2005.

JOGO HISTÓRICO – Quando o árbitro venezuelano Alexis Herrera, de 30 anos, na FIFA desde 2017, apitar, às 21h30min, Racing e Flamengo estarão iniciando jogo histórico da Libertadores, o primeiro entre os dois times. Nos 13 jogos que já disputaram, desde o 1 x 1 do primeiro, em 1953, no Torneio Internacional do Rio, o equilíbrio é a tônica: 5 vitórias de cada time e três empates. No último, em 2003, Flamengo 2 x 1. Só houve uma goleada: Flamengo 1 x 4 Racing, em 1958.

OITO CAMPEÕES – No quarto jogo sob a orientação de Rogerio Ceni – campeão da Libertadores como goleiro do São Paulo, em 93 e 2005 -, o Flamengo inicia o mata-mata de 2020 com oito campeões de 2019: Diego Alves, Isla, Thuler, Leo Pereira e Filipe LuisArão, Gerson, Everton Ribeiro e ArrascaetaBruno Henrique e Gabriel. O time fez o treino final no CT do Boca, onde Gabriel ganhou uma camisa de Tevez, com agradecimento do atacante por ter feito os gols da final de 2019 no arquirrival River…

BOM LEMBRAR – Esta é a décima sexta participação do Flamengo na Libertadores, disputada pela primeira vez em 1960, quando o Peñarol ganhou as duas primeiras (60-61). Campeão em 1981 e 2019, o Flamengo é o quinto brasileiro com mais participações, depois do Grêmio, São Paulo e Palmeiras, com 20, e do Cruzeiro, com 17. O primeiro brasileiro bicampeão foi o Santos, que também em 62-63 tornou-se o primeiro duas vezes consecutivas campeão mundial de clubes.

O ADVERSÁRIO – O Racing, clube de 117 anos, é a quinta força do futebol argentino e ganhou em 67 a Libertadores e o Mundial de clubes. Ganhou os três primeiros, dos nove títulos de campeão argentino – 49-50-51 -, dirigido por um dos maiores atacantes de sua história: Guillermo Stábile, artilheiro da primeira Copa do Mundo em 1930. O brasileiro de maior sucesso no Racing foi Silva Batuta, artilheiro do Campeonato Argentino de 1969, com 18 gols em 28 jogos.

O ESTÁDIO – Pelo formato, o torcedor adotou El Cilindro, mas o nome do estádio é Juan Domingo Peron – 1895 – 1974 -, general que presidiu o país em 46-52, 52-55 e 73-74. Torcedor de vibrar muito, era raro não estar nos jogos. O clube tem as cores da Bandeira Argentina: azul e branco, que eram também as preferidas de Peron e de sua mulher Evita, bela atriz e líder política, que dizia desde os tempos da infância pobre em Los Toldos, onde nasceu: “Só me casarei com um príncipe ou com um político”.

Imagem: Estadao Esportes