O Flamengo vai ganhar os três primeiros títulos de 2020. A Supercopa do Brasil, que decidirá amanhã (16), no estádio Mané Garrincha, em Brasília, pode ser o mais difícil. O Athletico Paranaense é bom time, mesmo que alguns valores, como o apoiador Bruno Guimarães, o zagueiro Léo Pereira e os atacantes Rony e Cirino tenham saído.

BEM SUPERIOR – A decisão da Copa do Brasil de 2019, que o Athletico ganhou nos pênaltis, depois de 1 x 1 na Arena da Baixada e no Maracanã, foi equilibrada. No jogo único da Supercopa do Brasil, o Flamengo deve ser bem superior, pela base e o entrosamento da temporada anterior. Dorival Júnior é bom técnico, mas ainda não teve tempo de ajustar o Athletico.

RECOPA – Na segunda decisão, dia 19 como visitante e dia 26 em casa, o Flamengo com certeza se mostrará superior ao Independiente del Valle, do Equador. Nem mesmo os 2.850 metros da altitude da Zona Norte de Quito, onde se localiza o Estádio Olímpico Atahualpa, há de ser problema. O Flamengo está em nível técnico bem mais elevado. 

TAÇA GUANABARA – Utilizada como sequência da pré-temporada, é a mais fácil das três decisões que o Flamengo terá no início do ano. Entre os dois jogos da Recopa, a final da Taça Guanabara será no próximo sábado (22), já em clima de Carnaval. Boavista ou Volta Redonda não será adversário para impedir que o Flamengo comemore o primeiro turno.

TERCEIRA SUPERCOPA DO BRASIL

Talvez poucos se lembrem que a Supercopa do Brasil foi disputada duas vezes. Copiando os europeus, que abrem a temporada com o jogo dos campeões do ano anterior, a CBF tentou, há trinta anos, mas a Supercopa do Brasil não emplacou e só foi disputada duas vezes, em 1990 e em 1991, em decisões diferentes uma da outra.

GRÊMIO CAMPEÃO – Por falta de datas, foi combinado que o Vasco, campeão brasileiro de 1989, e o Grêmio, campeão da primeira Copa do Brasil em 1989, decidiriam a Supercopa nos dois jogos do Campeonato Brasileiro de 1990. O Grêmio ganhou (2 x 0), no antigo estádio Olímpico, em Porto Alegre e empatou (0 x 0) em São Januário.

CORINTHIANS CAMPEÃO – A segunda e última Supercopa foi ganha pelo Corinthians em jogo único com o Flamengo, no estádio do Morumbi. O gol foi do meia Neto, aos 25 do segundo tempo. O Corinthians, campeão brasileiro de 90, era dirigido por Nelsinho Batista, e o Flamengo, campeão da Copa do Brasil de 90, por Vanderlei Luxemburgo.

FRACASSO TOTAL – Mesmo reunindo campeões e times de maior torcida de São Paulo e do Rio, o único jogo da decisão da Supercopa do Brasil de 1991, foi um fracasso total e fez a CBF desistir de continuar promovendo a competição. Só 2.706 pagantes no estádio do Morumbi, em 27 de janeiro de 1991, em Corinthians 1 x 0 Flamengo.

MUITO ESFORÇO – Quase trinta anos depois, a CBF está fazendo muito esforço para que a Supercopa do Brasil, sempre em jogo único e em sedes que mudarão a cada ano, possa emplacar. O vencedor terá prêmio de R$5 milhões e o perdedor, de R$2 milhões. O jogo às 11 da manhã é tentativa de futura venda para a Ásia, onde já será final da noite de domingo.

ESCONDIDOS – Entre as promoções da final de amanhã (16), a CBF promoverá show de uma dupla sertaneja, em Fan Fest, horas antes do jogo, no próprio estádio. Vários ingressos também foram “escondidos” em diferentes pontos de Brasília, aumentando o interesse dos que querem ver Flamengo x Athletico Paranaense sem pagar.

ÁRBITRO DE 2022 – Wilton Pereira Sampaio, da Federação Goiana, é o árbitro mais cotado para representar o Brasil na Copa do Mundo de 2022, a primeira a ser disputada no Oriente Médio. Pela primeira vez, devido ao calor intenso de junho/julho, no Catar, uma Copa do Mundo será realizada no fim do ano, de 21 de novembro a 18 de dezembro. Que Wilton apite uma boa decisão da Supercopa do Brasil.

Foto: Alexandre Vidal / Divulgação Flamengo