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O balanço financeiro do primeiro trimestre de 2020 do Flamengo, divulgado anteontem (15), faz  previsão muito pessimista para os próximos meses, o que se torna ainda mais grave, quando se trata do clube mais bem-sucedido em 2019. A revisão realmente preocupa, com a queda da receita bem acima do que seria possível admitir no final de março, quando se instalou a pandemia do novo coronavírus.

MAIS LONGO – Para os dirigentes do Flamengo, não há dúvida de que será mais longo e mais duro o impacto na economia do futebol. Com razão, dizem que o quadro negativo tende a se estender, sem que seja possível qualquer previsão em torno do final da grave crise. Isso precisa ser levado ainda mais em conta, se lembrarmos que o Flamengo teve receita de quase 1 bilhão de reais em 2019.

REFLEXO – O Flamengo olhou em todas as direções e não viu saída para reduzir despesas, obrigando-se a demitir, medida que jamais deixará de ser antipática. Também não teve como deixar de excluir alguns colaboradores, e propor o parcelamento das dívidas a outros, como os jogadores, que ficaram com menos 25% ao mês, até que tudo volte ao normal.

RECEITA – Ainda na análise do balanço financeiro do primeiro trimestre do clube, vi que o Flamengo revela receita em torno de 257 milhões de reais e superávit de 54 milhões de reais. Os números evidenciam em torno de 7% de lucro na receita e de quase de 25% no superávit, refletindo o equilíbrio da política de finanças, lição aprendida com a diretoria que sucedeu.

INVESTIMENTO – O Flamengo foi além dos 100 milhões de reais em investimentos, muito acima dos padrões atuais dos clubes brasileiros. Só no atacante Gabriel, quase 100 milhões para comprá-lo da Inter. Quase 40 milhões pelo atacante Michael, do Goiás, e 30 milhões pelo zagueiro Leo Pereira, do Athletico Paranaense.

O TÉCNICO – A preocupação agora é com o técnico. O clube quer a renovação, antes que termine o atual contrato, em 20 de junho. Jorge Jesus quer assinar até junho de 2021 e o Flamengo quer que ele assine até dezembro de 2021. O objetivo dele é estar livre no meio do ano, esperando convite de um gigante europeu, sonho pouco provável que realize.

Foto: Cidade Verde