Quase três meses depois de ganhar a Recopa Sul-Americana, com 3 x 0 sobre o Independiente del Valle, na noite de 26 de fevereiro, no Maracanã, o Flamengo foi multado ontem (20) em 60 mil dólares – R$341.568,00 – pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). A expulsão do volante Willian Arão foi a causa da multa.

AMEAÇA – O Comitê Disciplinar da Conmebol considerou que o presidente Alejandro Dominguez, advogado paraguaio de 48 anos, sofreu risco de ameaça à integridade física, porque o presidente Rodolfo Landim, do Flamengo, incitou a torcida contra ele, ao reclamar de modo acintoso, e até agressivo, gesticulando com os braços, da expulsão de Willian Arão.

EXPULSÃO – O volante do Flamengo foi expulso aos 21 do primeiro tempo, depois de atingir o meia Caicedo, com a sola da chuteira no peito. Depois de consulta ao árbitro de vídeo, o argentino Fernando Rapallíni retirou o cartão amarelo e aplicou o cartão vermelho em Arão. A expulsão revoltou os torcedores, e o presidente Landim exagerou na reclamação.

CAMPEÃO – A Recopa Sul-Americana foi o segundo título de 2020 que o Flamengo ganhou e teve sabor ainda mais especial por ter sido a primeira conquista internacional no Maracanã, que registrou novo recorde de público presente – 69.986 -, com 64.504 pagantes, e renda de R$5.400 mil. Gabriel fez 1 x 0 e Gerson marcou os outros dois gols.

SUPERCOPA – O Flamengo havia iniciado 2020 com a conquista inédita da Supercopa do Brasil, pelo mesmo placar (3 x 0) no Athletico Paranaense, no domingo, 16 de fevereiro, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Campeão brasileiro de 2019, o Flamengo venceu o campeão da Copa do Brasil de 2019, com os gols de Bruno Henrique, Gabriel e Arrascaeta, diante de 48 mil pagantes. O Flamengo foi o terceiro a ganhar a Supercopa do Brasil, depois do Grêmio em 1990 e do Corinthians em 1991.