O empate é suficiente ao Flamengo para comemorar o trigésimo sexto título de campeão carioca, depois de vencer (2 x 1) o primeiro jogo da decisão, mas o time não está mostrando nem metade do futebol envolvente que vinha apresentando antes da pausa do campeonato. Assim foi nos dois Fla-Flus, em que não teve forças para ganhar o primeiro e só venceu o segundo com muita dificuldade, chegando a passar até algum sufoco. Com mais tempo de preparação, era para ter sido bem superior.

VITÓRIA JUSTA – Ainda que sem brilho, a vitória foi justa no Fla-Flu deste domingo (12), em que o Flamengo já saiu para o intervalo com 1 x 0. A finalização forte e certeira do sempre oportunista Pedro premiou a jogada bem trabalhada pelos toques de Vitinho, Arrascaeta e Diego, aos 28. O Fluminense voltou um pouco melhor, mais criativo e objetivo, merecendo o empate aos 15, com o gol de Evanilson, na pequena área, após o cruzamento sob medida de Egídio, que puxou bem o contra-ataque.

APROVEITOU BEM – Normal que o Fluminense crescesse e tentasse a virada, mas acabou se descuidando da marcação e levou o segundo gol, por coincidência aos 28 minutos, depois que Gabriel se livrou de Egídio e deixou Michael livre para marcar o da vitória. Everton Ribeiro perdeu o terceiro com cabeçada fraca aos 31 e Caio Paulista, aos 44, teve chance, mas não pontaria para empatar. Nos três minutos de acréscimos nada mais de importante aconteceu em um jogo com equilíbrio e sem brilho.

DE UMA SÓ VEZ – O Flamengo reconheceu que precisava melhorar e trocou três de uma só vez, aos 16 minutos, recorrendo a dois titulares que deixara na reserva. Mas Everton Ribeiro e Gerson, substitutos de Diego e Vitinho, nada acrescentaram. Michael, sim, que tornou o time mais ofensivo ao entrar no lugar de Arrascaeta. Pedro apresentou ligeira queda, mas o substituto Pedro Rocha não correspondeu. Em linhas gerais, desempenho abaixo do esperado como já fora na final da Taça Rio.

POUCO EFEITO – O Fluminense voltou a se superar do ponto de vista físico, com tempo inferior de preparação que teve. O tempo rendeu até acima do esperado, mas, quando recorreu às substituições, houve pouco efeito. O elenco tem suas reconhecidas limitações técnicas e precisa de ajuste em dois fundamentos importantes: o passe e a finalização. Sentiu a falta de Wellington Silva, que testou positivo, embora Evanilson mostrasse empenho e até marcasse o gol de empate.

EXPULSÃO BOBA – Inaceitável a atitude de Gabriel, nos acréscimos, de sair lentamente de campo, para ser substituído pelo zagueiro Leo Pereira. O árbitro agiu certo em puni-lo com o segundo amarelo, e por extensão, com o vermelho, que o tira da final. A entrada em campo de um dirigente do Flamengo, sem máscara, só acontece no futebol brasileiro e no carioca em especial. O árbitro só errou em não advertir o técnico do Flamengo que foi ao seu encontro para reclamar pela expulsão.

FLAMENGO – Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Gustavo Henrique e Filipe Luis; Arão, Diego (Everton Ribeiro), Vitinho (Gerson) e Arrascaeta (Michael); Pedro (Pedro Rocha) e Gabriel. Técnico – Jorge Jesus. FLUMINENSE – Muriel, Gilberto, Mateus Ferraz, Digão e Egídio; Hudson, Dodi (Michael Araújo), Yago Felipe (Yuri Lima) e Nenê (Miguel); Evanilson (Fernando Pacheco) e Marcos Paulo (Caio Paulista). Técnico – Odair Hellmann. Árbitro – Wagner Magalhães.

Fotos: Marcelo Cortes / CRF,