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Seis times cariocas participarão a partir da próxima quinta (3) da edição histórica de número 50 da Copa São Paulo de juniores, que será disputada por 128 equipes, em 32 grupos, com abertura quarta (2), com Corinthians x Ricanato (Tocantins).O Flamengo tenta repetir o sucesso de 2018, campeão pela quarta vez, enquanto o Botafogo quer o primeiro título. O Fluminense – time do Rio que mais ganhou (5) – foi campeão pela última vez em 1989, e o Vasco, que só foi campeão em 1992, tentarão quebrar o longo jejum. Madureira e Boavista completam o grupo de representantes do futebol do Rio. Em cada grupo, só os dois primeiros se classificam.

FLAMENGO – Os adversários serão River (Piauí), dia 3; Trindade (Acre), dia 6, e Jaguariúna (São Paulo), dia 9. O Flamengo está no Grupo 15, com sede em Jaguariúna, município de 122 anos (5/8/1896), na região metropolitana de Campinas, a 125 km de São Paulo. Jaguariúna vem do vocábulo tupi, que significa Rio preto das onças, e o lema da cidade, de 58 mil habitantes, é Fide et Labore (Fé e Trabalho, em latim).

BOTAFOGO – Os adversários serão Horizonte (Ceará), dia 3; Cuiabá (Mato Grosso), dia 5, e Francana (Franca, SP), dia 8. O Botafogo está no Grupo 9, em Franca, cidade de 194 anos (28/11/1824), nordeste do estado e a 400 km da capital. Franca é um grande centro urbano, econômico e industrial, a capital brasileira do calçado. Entre os jogadores nascidos em Franca que ganharam projeção, o ex-meia Assis, do Fluminense, tricampeão carioca 83-84-85.

MADUREIRA – Os adversários serão Flamengo, de Guarulhos (SP), dia 3; Coritiba, dia 6 e Guarulhos, dia 9. O Madureira está no Grupo 26, em Guarulhos, município de 458 anos (8/12/1560), na região metropolitana de São Paulo, segundo mais populoso e um dos mais ricos do país. Entre os nascidos em Guarulhos, a atriz Tássia Camargo.

FLUMINENSE – Os adversários serão Parnahyba (Piauí), dia 4; Sete de Dourados (Mato Grosso do Sul), dia 7, e Audax (São Paulo), dia 10. O Fluminense está no Grupo 23, em Osasco, sétimo município mais populoso do estado, um dos mais novos (56 anos, criado em 19/2/1962), na região metropolitana de São Paulo, a 15 km da capital. Entre os jogadores mais conhecidos, nascidos em Osasco, o goleiro Ederson, do Manchester City, campeão inglês 2017-2018.

VASCO – Os adversários serão Carajás (Pará), dia 4; Tubarão (Santa Catarina), dia 7, e EC Taubaté (SP), dia 9. O Vasco está no Grupo 27, em Taubaté, município de 373 anos (5/12/1645), na região do Vale do Paraíba, a 135 km de São Paulo. Na lingua tupi, Taubaté significa Aldeia que fica no alto. Entre os famosos nascidos na cidade, a ex-apresentadora Hebe Camargo (3/3/1929 – 29/9/2012).

BOAVISTA – Os adversários serão o Bahia, dia 3; o Taquaritinga, dia 5, e o Guarani, dia 9. O Boavista Sport Club, de Saquarema, está no Grupo 12, em Taquaritinga, município de 150 anos (8/6/1868), na região central de São Paulo, a 333 km da capital. O lema da cidade é Cor vnvm, que em latim quer dizer Um Coração

HISTÓRICO DA COPA SÃO PAULO

Nos dois primeiros anos – 1969 e 1970 – a Copa São Paulo só teve participação de times paulistas. A partir de 1971, a Federação Paulista de Futebol decidiu convidar equipes de outros estados, e em 93 e 97 também convidou estrangeiros – Boca, Peñarol, Cerro Porteño, Nagoya Grampus, Yomiuri Verde, seleções sub-20 do Japão e da China -, mas como nenhum passou da primeira fase, os convites foram suspensos.

PATROCÍNIO – Nova tentativa foi feita em 2010, mas o Al Hilal, da Arábia Saudita, também caiu na primeira fase. Quatro anos depois, por contar com o apoio comercial da Hitachi, que decidiu patrocinar o torneio, a Federação Paulista convidou o Kashima Reysol, que em 2014 foi o primeiro estrangeiro a se classificar na fase de grupos, mas acabou eliminado na fase seguinte.

FLUMINENSE, PRIMEIROS TÍTULOS

Em 49 edições da Copa São Paulo – chamada de Copinha pelos paulistas -, o Fluminense foi o carioca a conquistar os cinco primeiros títulos, metade dos que o Corinthians ganhou como maior vencedor. O tricolor carioca foi campeão em 71, 73, 77, 86 e 89. Se não for campeão em 2019, vai completar 30 anos sem o título.

A terceira vez que o Fluminense ganhou a Copa São Paulo foi muito especial, de vez que a decisão se realizou, pela primeira vez, no Morumbi, na preliminar do primeiro amistoso do ano da seleção brasileira, dirigida pelo técnico gaúcho Oswaldo Brandão, que se preparava para as eliminatórias para a Copa de 78. Brasil 1 x 0 Bulgária, gol de Roberto Dinamite, aos 4 do segundo tempo, diante de 68 mil torcedores, na tarde de 23 de janeiro de 77. O Fluminense ganhou (2 x 1) da Ponte Preta.

RECORDE DO FLAMENGO

Nenhum dos times participantes de toda a história da Copa São Paulo conseguiu o recorde do Flamengo, único que ganhou todas as quatro decisões em seus títulos de 1990, 2001, 2016 e 2018. Na primeira vez em que foi campeão, o Flamengo teve como destaque o meia canhoto Djalminha – filho do zagueiro Djalma Dias, do último título de campeão carioca do América, em 1960, e que depois brilhou no Palmeiras e no Santos. Djalminha foi considerado o melhor jogador do torneio.

No título de 2018, o Flamengo venceu o São Paulo (1 x 0) com o gol de Wendell logo aos dois minutos, após escanteio de Pepê. O time campeão teve Yago, Bernardo, Dantas, Patrick e Pablo; Theo, Hugo Moura (cap) e Lucas Silva; Pepê, Wendell e Bill. Técnico – Maurício Souza.

A ÚNICA VEZ DO VASCO

O Vasco só foi campeão da Copa São Paulo em 1992, dirigido por seu ex-zagueiro Gaúcho, descobridor de valores, entre eles o atacante Valdir, artilheiro do torneio com oito gols, e que neste final de 2018 foi demitido pelo clube, após bom tempo como integrante da comissão técnica permanente do clube. Além de Valdir, foram promovidos o goleiro Caetano, o lateral Pimentel e o zagueiro Tinho.

AS GRANDES REVELAÇÕES

Raí / esportefera.com.br

O meia Raí, que brilhou no São Paulo, foi uma das grandes revelações da Copa São Paulo, que disputou em 1983 pelo Botafogo, de Ribeirão Preto.

A Portuguesa revelou o atacante Denner, em 1991, depois comprado pelo Vasco e falecido em abril de 94, quando o carro em que voltava de São Paulo bateu numa árvore às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio.

Rogerio Ceni foi revelado no time do São Paulo que ganhou a Copinha em 1993. Tornou-se não apenas um goleiro de alto nível, mas o que mais gols marcou em cobranças de falta na história do futebol mundial.

Kaká / esportefera.com.br

Kaká, último brasileiro a ganhar a Bola de Ouro da Fifa, em 2007 – antes dos dez anos de reinado de Messi e Cristiano Ronaldo -, quando era do Milan, foi a grande revelação do São Paulo em 2001.

Robinho foi a revelação do Santos em 2002, com atuações marcantes. Depois de se destacar no título brasileiro, em dupla com Diego (hoje tratando da renovação com o Flamengo), Robinho foi negociado com o Real Madrid em 2005.

Vagner Love / esportefera.com.br

Vagner Love começou a se sobressair em 2003, quando o Palmeiras conseguiu ser finalista da Copa São Paulo. Passou ao time principal, foi do Flamengo, Corinthians e ficou bom tempo na Europa, destacando-se no CSKA Moscou e Besiktas (Turquia).

Fred foi a principal revelação do América Mineiro na Copa São Paulo de 2003, quando marcou o gol mais rápido (8 segundos), ao dar a saída do jogo com o Vila Nova (Goiás). Depois brilhou muito no Cruzeiro e no Fluminense.

Neymar / esportefera.com.br

Neymar foi o destaque da Copa São Paulo de 2009, quando se sobressaiu com jogadas rápidas e gols bonitos com a camisa do Santos. Depois do brilho ao lado de Messi e Suarez no Barcelona, é o ídolo do PSG, campeão francês.

ÚNICA DECISÃO ENTRE CARIOCAS

Sem time paulista pela primeira vez na final, a única decisão da Copa São Paulo entre cariocas foi em 1971, quando o Fluminense ganhou o primeiro de seus cinco títulos. Em jogo muito equilibrado, 3 x 3 no tempo normal, 1 x 1 na prorrogação e nos pênaltis, Fluminense 4 x 3 Botafogo.

  • O Bahia foi o primeiro time do Nordeste a ser finalista da Copa São Paulo, perdendo a decisão (2 x 1) de 2011, no segundo título ganho pelo Flamengo. Dois anos depois, o Goiás foi o primeiro do Centro-Oeste na final, que perdeu (3 x 1) para o Santos, em 2013.
  • A maior goleada da Copa São Paulo foi a que o Cruzeiro aplicou em 28 de outubro de 1974 no Vasco, de Itapecerica da Serra (São Paulo): 14 x 0.
  • A Copa São Paulo só não foi realizada no ano de 1987, quando o então prefeito Jânio Quadros – 29/1/1917 – 16/2/1992 – decidiu não apoiar o torneio. Jânio foi presidente da República de 31 de janeiro a 25 de agosto de 1961, quando renunciou.
  • O Corinthians é o maior ganhador da Copa São Paulo com 10 títulos, o último em 2017, e foi oito vezes vice-campeão. O Fluminense ganhou 5 títulos, o último em 1989, e foi duas vezes vice-campeão.
  • Flamengo e Internacional foram quatro vezes campeões da Copinha. O Flamengo é o único que venceu todas as quatro finais que disputou em 1990, 2011, 2016 e 2018. O último título do Internacional foi em 1998. Santos, São Paulo e Atlético Mineiro foram três vezes campeões.
  • O futebol paulista ganhou 29 títulos e foi vice 37 vezes. O futebol carioca disputou 14 finais, ganhou 10 títulos e foi quatro vezes vice.
  • Houve duas Supercopas da Copa São Paulo, reunindo só os campeões e os vice-campeões. O Atlético Mineiro ganhou a primeira em 1994 e o Palmeiras a segunda em 1995.
  • Lucas Moura foi campeão da Copa São Paulo em 2010 e a seguir o São Paulo não teve como evitar sua saída para a Europa. Fez boas temporadas no Paris Saint Germain e hoje é um dos destaques da Premier League no Tottenham de Londres.
Gabriel Jesus / esportefera.com.br
  • Gabriel Jesus brilhou na Copa São Paulo de 2015, embora o Palmeiras nunca tenha sido campeão. Pouco depois de se destacar na equipe principal, foi negociado com o Manchester City. Ele entrou em queda antes das duas derrotas seguidas do time.