O anúncio desta última terça (24) de setembro, de que a Inter de Milão não vai negociar Gabriel por menos de 30 milhões de euros – 140 milhões de reais, ao câmbio do dia -, obrigando o Flamengo a abrir o cofre, não chega a causar surpresa e pode até mesmo ser considerado valor inferior de mercado pelo rendimento do atacante.

SEM ABUSO – Um retrospecto bem simples resume que em agosto de 2017, a Inter pagou 27 milhões e 500 mil reais por Gabriel, que havia feito 57 gols em 157 jogos, entre 2013 e 2016 pelo Santos. Em seis meses em Milão, Gabriel só fez 1 gol em 10 jogos e a Inter o emprestou ao Benfica, onde não foi além de 1 gol em 5 jogos, em 2017.

DE VOLTA – Sem se sentir culpado pelas más passagens na Itália e em Portugal, Gabriel voltou em 2018, emprestado ao Santos, e recuperou o prestígio de artilheiro, com 27 gols em 53 jogos. Teve que retornar à Inter, mas ficou fora dos planos e o Flamengo entrou no circuito, com grande vantagem: 0800 pelo empréstimo e apenas o pagamento do salário.

GABRIEL ganha no Flamengo o que ganhava na Inter. Feita a conversão dos euros, em torno de 1 milhão e 300 mil reais, salário considerável para o padrão do futebol brasileiro, e com uma vantagem: recebe em dia, diferente de outros clubes em que o mês pode beirar 90 dias, por coincidência, tempo que falta para terminar o empréstimo.

A  TENDÊNCIA é que a valorização aumente, e de forma bem considerável. Gabriel já marcou 31 gols em 41 jogos e com certeza vai superar sua própria marca de artilheiro do Brasileirão 2018, com os 18 gols que fez pelo Santos. Pode até ser no jogo desta quarta (25) com o Internacional, na estreia do Flamengo, no Maracanã, no returno.

ABRIR O COFRE para investir certo, na compra definitiva de um jogador de 23 anos, que está feliz no clube e caiu no gosto da torcida, é algo simples, que não deve levar o Flamengo a pensar tanto. É uma decisão inteligente, objetiva e que só trará lucro, até mesmo em revenda próxima, como tem sido próprio do clube com os valores novos.

O “EX-FLAMENGO” Mario Balotelli foi uma decepção na volta ao futebol italiano. Apagado do início ao fim, ele nada fez na derrota (2 x 1) que o Brescia sofreu nesta terça (24) para a Juventus, na abertura da sexta rodada, no estádio Mario Rigamonti, em Brescia, bela região da Lombardia. Os quase 27 mil torcedores saíram frustrados.

O BRESCIA levou a virada da Juventus, que empatou ainda no primeiro tempo, com o gol contra do zagueiro venezuelano Jhon Chancellor, de 27 anos, 1,90m, depois que o atacante Alfredo Donnarumma, de 28 anos, levou os torcedores do Brescia ao delírio logo aos quatro minutos. No segundo tempo, o meia bósnio Miralém Pjanic fez o gol da virada. Bom dizer: com dores musculares na coxa, Cristiano Ronaldo pediu para não jogar.

A JUVENTUS assumiu a liderança com 13 pontos, mas a Inter de Milão, com 12, pode recuperar nesta quarta (25), mesmo fora de casa, no jogo com a Lazio, no Estádio Olímpico de Roma. Inter e o Liverpool são os únicos times dos campeonatos europeus que venceram todos os jogos da recém iniciada temporada.