A Confederação Sul-Americana de Futebol escalou o árbitro argentino Néstor Pitana, da final da Copa do Mundo de 2018, para Flamengo x Emelec, na última quarta (31) de julho, decidindo a vaga para as quartas de final da Copa Libertadores. Além da decisão França 4 x 2 Croácia, Néstor Pitana dirigiu outros quatro jogos no Mundial da Rússia: Suécia 3 x 0 México, França 2 x 0 Uruguai, Rússia 5 x 0 Arábia Saudita e Croácia 1 x 1 Dinamarca, todos com a nota máxima dos observadores da FIFA.

NÉSTOR FABIÁN PITANA, 44 anos, 1,92m, professor de Educação Fisica, nasceu em 17 de junho de 1975, em Corpus Christi, pequeno povoado de cinco mil habitantes e primeira capital da província de Misiones, a 60 km de Buenos Aires, capital do país. Durante a juventude, por seu físico e estatura privilegiados, Pitana foi zagueiro do Guarani e do Mandiyú, times amadores, sem interesse em se tornar profissional. Praticava também o basquetebol e era elogiado pela precisão nos arremessos de meia distância.

CARCEREIRO – Pouco antes de se tornar árbitro da AFA – Associação do Futebol Argentino -, Néstor Pitana trabalhou como chefe da segurança de uma das boates mais concorridas de Buenos Aires. Foi então que conheceu um diretor de cinema, que o convidou para o papel de um carcereiro no filme La Fúria, rodado na capital argentina em 1997. O desempenho agradou tanto que outros convites surgiram, mas ele preferiu trocar as telas pelos gramados.

PROGRESSO – Foi rápido e acentuado o progresso de Néstor Pitana como árbitro e pouco depois de ser aprovado na AFA em 2007 estava escalado para sua grande prova de fogo, o clássico Boca x River, que mexe com a paixão do futebol do país em todas as camadas sociais e esportivas. Três anos depois, Pitana recebia a insígnia de árbitro da FIFA em 2010, tornando-se o número 1. Só não apitou a final da Copa do Mundo de 2014 no Brasil porque a Argentina estava na decisão com a Alemanha.

VOLTA AO RIO – O árbitro de Flamengo x Emelec estará de volta ao Rio, onde passou alguns dias de descanso, após a Copa América. Ele apitou a abertura em que o Brasil venceu (3 x 0) a Bolívia, no estádio do Morumbi. Foi árbitro da decisão do terceiro lugar da Copa das Confederações em 2017, na Rússia, onde Portugal, participando pela primeira vez, venceu (3 x 1) a seleção do México. Pitana é intransigente com a disciplina e não admite reclamação de jogador ou técnico.

Foto: Diário Catarinense