Com a vantagem de poder perder o jogo de volta no Maracanã, na próxima terça (20), o Fluminense está bem perto  quartas de final, com a vitória por 2 x 0 sobre o Cerro Porteño, na noite desta terça (13), no estádio La Olla, em Assunção, capital do Paraguai. O meia Nenê ganhou o prêmio de melhor do jogo, e a seis dias de completar 40 anos, tornou-se o mais velho a marcar um gol no mata-mata das oitavas de final da Copa Libertadores.

BOA TROCA – O Fluminense foi superior na maior parte do jogo e poderia conseguido vantagem mais ampla, desde o primeiro tempo, com falta de Nenê na trave, e o chamado gol feito perdido pelo uruguaio Abel Hernandez. Na única substituição do intervalo, o técnico Roger Machado, que faz boa leitura do jogo, trocou Gabriel Teixeira por Luis Henrique, que deu mais dinâmica e tornou o time ainda mais veloz, principalmente nos contra-ataques.

O RECORDE – Foi iniciada por Luis Henrique a jogada do primeiro gol, logo aos quatro minutos do segundo tempo. Ele deu o passe a Caio Paulista, que ajeitou bem a bola para a finalização de Nenê, que bateu forte e de primeira, sem chance para o goleiro baiano Jean, de 25 anos, 1,88m, emprestado pelo São Paulo ao Cerro Porteño. Paulista de Jundiaí, a terra da uva, a 57 km da capital, Nenê fará 40 anos na próxima segunda (19). 

BOLA DO JOGO – Quem conseguiu a bola do jogo para guardar como lembrança do primeiro gol pelo Fluminense, foi o ala Egídio, com chute forte aos 16 do segundo tempo. Carioca de 35 anos, campeão no Flamengo, Goiás, Vitória, Palmeiras e Cruzeiro, Egídio é mais de assistências do que de gols, tanto que em 100 jogos, no Palmeiras e no Cruzeiro, só marcou 1 gol, e no Fluminense demorou menos, ao fazer o primeiro gol em 63 jogos.

MARCOS FELIPE, Samuel Xavier, Manoel, Luccas Claro e Egídio; André (Wellington), Yago e Nenê (Cazares); Caio Paulista (Kayky), Gabriel Teixeira (Luis Henrique) e Abel Hernandez (Lucca)  – o Fluminense da boa estreia nas oitavas de final e que estará nas quartas de final, com Velez (Argentina) ou Barcelona (Equador), mesmo que perca por um gol o segundo jogo com o Cerro Porteño, na próxima terça (20), no Maracanã.

21 ANOS DEPOIS – Repassado de alegria o reencontro que tiveram antes do jogo os técnicos Roger Machado, gaúcho de 46 anos, e Francisco Arce, paraguaio de 50 anos, 21 anos depois de terem sido laterais bicampeões gaúchos 95-96 e da Libertadores 95 no Grêmio. Arce também foi campeão da Libertadores em 99 no Palmeiras e campeão paraguaio no Cerro Porteño em 92 e 94, tornando-se técnico logo após encerrar a carreira.

MAL ANULADO  – O árbitro argentino Facundo Tello, de 39 anos, há dois anos na FIFA, só aplicou um cartão amarelo, aos 27 do primeiro tempo, no zagueiro Alexis Duarte, por falta dura em Gabriel Teixeira. O VAR, monitorado pelo árbitro chileno Cesar Deishler, confirmou o erro do assistente paraguaio Christian Navarro, que acenou mal no gol de  Mauro Boselli, aos 41 do primeiro tempo. O lateral Samuel Xavier dava condição de jogo ao atacante argentino, ex-Corinthians.

BOCA 0 x 0 ATLÉTICO MINEIRO – Em jogo arrastado e sonolento, Boca Juniors e Atlético Mineiro não conseguiram sair do  0 x 0, no estádio da Bombonera, em Buenos Aires, e a  decisão da vaga para as quartas de final ficou para a próxima terça (20), no Mineirão. Em caso de outro de 0 x 0, pênaltis. Empate com gol elimina o Atlético. 

SÃO PAULO 1 x 1 RACING – No Morumbi, o São Paulo fez 1 x 0, gol do atacante Vítor Bueno, aos 35, em falha gritante do goleiro Gabriel Arias, e o ala Enzo Copetti empatou no minuto final do primeiro tempo. O São Paulo fartou-se de perder gols e terá que vencer na próxima terça (20) na Argentina. O Racing joga pelo 0 x 0; outro 1 x 1 leva aos pênaltis. Empate com dois ou mais gols classifica o São Paulo para as quartas de final.

Foto: Uol Esporte