A décima vitória levou o Fluminense ao quinto lugar, com direito ao gol olímpico do atacante Lucca, maranhense de 30 anos, ao iniciar a virada sobre o Internacional, aos 12 do segundo tempo, na Arena Beira Rio, em Porto Alegre, onde repetiu o placar (2 x 1) da vitória do turno no Maracanã. O da vitória, aos 36, foi de Caio Paulista, com assistência de Marcos Paulo. O Internacional saiu para o intervalo com 1 x 0, gol de Maurício, pela primeira vez titular, aos 15 minutos, em falha do goleiro Muriel.

DEPOIS DE 1 x 0 no Athletico Paranaense e no Fortaleza, foi a segunda virada do Fluminense, após 4 x 2 no Goiás. O time fez os primeiros gols no returno, depois das derrotas para o Grêmio (1 x 0) e o Palmeiras (2 x 0). Com 35 pontos em 22 jogos – 10 vitórias, 5 empates, 7 derrotas, saldo de 6 gols (31 a 15) -, o Fluminense voltará ao Maracanã na próxima segunda (30) para completar a rodada 23 com o Bragantino, que o venceu (2 x 1) no turno, em Bragança Paulista.

FLUMINENSE – Muriel, Calegari, Digão, Lucas Claro e Danilo Barcelos; Yuri Lima, Yago Felipe (André) e Nenê (Caio Paulista); Lucca (Luis Henrique), Wellington Silva (Felipe Cardoso) e Marcos Paulo. O técnico Odair Hellmann, catarinense de 43 anos, completou 47 jogos no comando do time, com a vigésima terceira vitória, dez empates e catorze derrotas. Ele não contou ontem (22) com os laterais Nino e Egídio; o volante Hudson e o atacante Pacheco, em quarentena, além de Fred, contundido.

GOL OLÍMPICO – A expressão gol olímpico foi criada em 2 de outubro de 1924, quando os argentinos comemoraram o gol do atacante Onzario, no estádio Sportivo Barracas, em Buenos Aires, no amistoso em que sua seleção foi goleada (6 x 2) pelo Uruguai, campeão um mês antes dos Jogos Olímpicos de Paris. A comemoração dos argentinos foi em tom de ironia porque os uruguaios só falavam do título olímpico, que por sinal repetiram nos Jogos de 1928 em Amsterdam. Bom dizer: a FIFA escolheu o Uruguai como sede da primeira Copa do Mundo, em 1930, para homenagear o bicampeão olímpico de 1924 e 1928.

PARA QUEM NÃO SABE, até hoje, nas 21 Copas do Mundo, de 1930 a 2018, só um gol olímpico foi marcado, o do atacante Marcos Coll, da Colômbia, no 4 x 4 com a então União Soviética – hoje Rússia -, aos 23 do segundo tempo, no estádio Carlos Dittborn, na cidade portuária de Arica, Norte do Chile, no domingo, 3 de junho de 1962. Marcos Coll ganhou o apelido de El Olímpico e dizia que a importância do gol estava em ter sido feito em Yashin, um dos maiores goleiros do mundo.

ÚNICO DO REI – Quando o Santos encerrou uma longa excursão à Europa, Ásia e Estados Unidos, um ano antes da despedida de Pelé, o eterno Rei marcou seu único gol olímpico. Foi na terça-feira, 19 de junho de 1973, no Memorial Stadium, na cidade portuária de Baltimore, na costa Nordeste americana, em amistoso (4 x 0) com o Baltimore Bays. Pelé bateu o escanteio com tanto efeito que o goleiro Phillips foi enganado pelo quique da bola em sua pequena área.

Foto: Lance!