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Contrários à volta apressada do futebol, pretendida por Flamengo e Vasco, que foram a Brasília pressionar o presidente da República, que por sua vez pressionou o prefeito do Rio, irresponsável ao autorizar o retorno aos treinos, descumprindo decisão dos órgãos científicos da própria prefeitura, Botafogo e Fluminense mantêm-se firmes. Os dois clubes reafirmaram ontem (27) que seus jogadores só voltarão a treinar com o aval das autoridades públicas.

FLUMINENSE e Botafogo têm reavaliado o problema, sempre analisando tudo com muito equilíbrio, e ganharam o apoio para manter a decisão assumida desde o início da pandemia do coronavírus de não voltarem aos treinos, após a decisão de ontem (27) do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro. O Cremerj antecipa que os médicos dos clubes que permitirem a continuação dos treinos serão enquadrados com punições de advertência, suspensão e cassação do registro profissional.

14 DE JUNHO – Enquanto Flamengo e Vasco se articulam para o reinício do campeonato estadual em 14 de junho, e contam com o apoio dos pequenos, liderados pelo Bangu, Fluminense e Botafogo reafirmam o compromisso com “a saúde em primeiro lugar e acima de tudo”, chegando até mesmo a desdenhar do tal protocolo  que a Federação de Futebol do Rio intitulou de Jogo Seguro. Só mesmo quando houver autorização oficial, em níveis municipal, estadual e federal, Botafogo e Fluminense voltarão a treinar.

O BOTAFOGO voltou a citar, com base jurídica, que a Consolidação das Leis do Trabalho não livra o empregador de punição, em caso de risco a que estiverem expostos os funcionários, lembrando que os jogadores e todos da Comissão Técnica se enquadram. O Fluminense também ressalta que os clubes são passíveis à indenização e até mesmo à perda com a rescisão de contrato. Botafogo e Fluminense não têm dúvida de que a nota do Cremerj vai alterar o panorama da situação.

Foto: Thiago Ribeiro/AGIF