DEPOIS DE MARCAR DOIS GOLS EM OITO MINUTOS e de sair para o intervalo com 2 x 0, o Fluminense levou sufoco da Chapecoense, que fez o gol aos 15 minutos e esteve perto do empate, na noite de ontem (7), na Arena Condá, em Chapecó, no último jogo do turno do Campeonato Brasileiro da Série A. Foi a sexta vitória do Fluminense – 3 como mandante, 3 como visitante -, sem conseguir marcar mais de dois gols por jogo nos 19 jogos do primeiro turno.

SÉTIMO – O Fluminense subiu quatro posições e terminou o turno em sétimo, com 25 pontos – 6 vitórias, 7 empates, 6 derrotas, saldo negativo de dois gols (18 a 20) – e iniciará o returno domingo (11), no Maracanã, com o São Paulo, em seu primeiro 0 x 0 (o segundo foi com o Ceará, no Maracanã). O Fluminense não fez gol em 6 dos 19 jogos, e das seis derrotas, quatro foram como visitante. A pior derrota foi para o Athletico Paranaense (4 x 1), em Volta Redonda.

TERCEIRO – Substituto de Fred, poupado para não agravar o desgaste fisico decorrente da sequência de jogos, o atacante argentino Bobadilla, de 34 anos, emprestado pelo Guarani do Paraguai, marcou o terceiro gol em 17 jogos, segundo como titular, sem completar 90 minutos. Ele fez 1 x 0 aos 10 minutos, com assistência do meia André, e o ponta Luis Henrique, de cabeça, após cruzamento de Danilo Barcelos, aos 18 minutos, marcou o que seria o gol da vitória.

FALHA DA DEFESA – O gol da Chapecoense, aos 15 do segundo tempo, foi do atacante gaúcho Pedro Perotti, de 23 anos, completando de cabeça o cruzamento do meia Denner, depois que a defesa do Fluminense falhou. O árbitro Savio Sampaio, do Distrito Federal, chegou a anular, mas confirmou o gol após rever o lance na tela do VAR. Depois de 11 jogos, o atacante Caio Paulista voltou ao time do Fluminense, recuperado de estiramento muscular na coxa.

PIOR CAMPANHA – Ao terminar o turno sem conseguir vencer 1 jogo – 12 derrotas, 7 empates, saldo negativo de 16 gols -, a Chapecoense tornou-se a equipe de pior campanha na Série A, desde que o Campeonato Brasileiro passou a ser disputado por 20 equipes, e por pontos corridos, em 2003. Com o terceiro pior ataque (15) e com a defesa mais vazada (31), não fez gol em 7 jogos (5 em casa). Perdeu mais em casa (7 dos 9 jogos) do que fora (5 dos 10 jogos). Fez mais gols fora (10) do que em casa (5).

GOL DE ESTREANTE – O Corinthians livrou-se da derrota no último jogo do turno, em casa, com o belo gol de falta do estreante Roger Guedes, aos 40 minutos do segundo tempo. Ele disse que gostaria de jogar com a camisa 23, dia em que seu filho nasceu, mas como o lateral Fagner já usa o número, escolheu o 123 “para ser bem diferente”. O gol do Juventude, que completou cinco jogos sem perder, foi do atacante Ricardo Bueno, de cabeça, aos 32 do primeiro tempo.

OUTRA ESTREIA – O meia Willian, paulista de 33 anos, de volta de 14 temporadas na Europa – 8 na Inglaterra, nos londrinos Chelsea e Arsenal -, assistiu o empate na Arena Corinthians e está com a estreia prevista para domingo (11), na abertura do returno, com o Atlético Goianiense, no estádio Antonio Accioly, em Goiânia. Formado na base do Corinthians, Willian jogou na equipe principal em 2006-07, quando foi vendido para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. 

O CORINTHIANS terminou o turno em sexto lugar, com 28 pontos – 7 vitórias, 7 empates, 5 derrotas, saldo de 2 gols (18 a 16) -, e o Juventude, em décimo terceiro, com 23 pontos, 5 vitórias, 8 empates, 6 derrotas, saldo negativo de cinco gols (16 a 21). Os times voltaram a se enfrentar depois de 13 anos, desde 12 de novembro de 2008, quando o Corinthians venceu (2 x 1), no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, na Serra gaúcha.

Foto: Terra