O Fluminense venceu duas vezes o Botafogo por 1 x 0, ontem (25), no estádio Nilton Santos. Na preliminar das equipes sub-23, com o belo gol do atacante Luiz Henrique, de 19 anos, nascido no bairro Carangola, em Petrópolis, onde só é conhecido pelo apelido de Zulu, revelado aos 11 anos na Copa Bico da Bota, do jornal A Tribuna, e o segundo 1 x 0, gol do atacante uruguaio Michel Araújo, no primeiro dos dois amistosos em que os times principais se preparam para o Campeonato Brasileiro.

OBSERVAÇÃO – O amistoso foi bom, bem movimentado e os técnicos fizeram as cinco substituições para observar desempenhos. O Botafogo foi o único a mudar no intervalo, trocando Gatitopor Cavalieri, sem culpa no gol, e poderia ter saído pelo menos com o empate, mas o atacante Pedro Raul, aos 25 do segundo tempo, ao invés de bater bem o pênalti, do volante Hudson no atacante japonês Honda, deu uma de zagueiro, e cobrou um tiro de meta, isolando a bola sobre o travessão.

DE CANHOTA – Um minuto depois, ao tocar na bola pela primeira vez, o uruguaio Michel Araújo, de 23 anos, 1,78m, aproveitou bem a rebatida de Kanu, após o cruzamento de Egídio, e finalizou de canhota, quase sobre a risca da grande área, no ângulo direito. Seu primeiro gol em nove jogos, desde janeiro, comprado do Racing, de Montevidéu, que defendeu em 64 jogos, com 11 gols, entre 2017 e 2019, quando o time caiu para a segunda divisão uruguaia (12 times), depois de 12 anos.

TAÇA GERSON DIDI – O presidente Nelson Mufarrej, do Botafogo, entregou um cartão de prata, com os escudos dos dois clubes, ao presidente Mario Bitencourt, pelos 118 anos que o Fluminense completou dia 21, e recebeu uma flâmula com a inscrição da Taça Gerson Didi. Ficou então esclarecido que a taça, com os nomes dos ex-jogadores, que atuaram nos dois times, será disputada em mais um amistoso, no próximo sábado (1), e nos dois jogos do Brasileiro, cabendo a conquista ao que somar mais pontos.

A PARCERIA – Unidos, desde que se opuseram ao recomeço do campeonato, em plena ascensão da pandemia do novo coronavírus, Botafogo e Fluminense reafirmaram que a parceria entre ambos está em fase de expansão . Os presidentes estudam a criação de uma associação, que cuidará dos interesses comerciais dos dois clubes, com planejamento bem feito e boa estrutura. A ideia de Bitencourt e Mufarrej é que no decorrer do Campeonato Brasileiro os torcedores já sintam os resultados positivos.

UM ANO DA ESTREIA – O goleiro gaúcho Muriel, de 33 anos, mostrou-se feliz ao comemorar, embora dois dias depois, o primeiro ano da estreia no Fluminense, na vitória (2 x 1, gols de Yony Gonzalez) sobre o Peñarol, em 23 de julho de 2019, em Montevidéu, nas oitavas de final da Sul-Americana. Irmão mais velho de Alisson (27), goleiro do Liverpool, ambos formados no Internacional, Muriel Becker diz que se sente bem: “O Fluminense não é só um time de futebol, é um clube, organizado como poucos são”.

FLUMINENSE – Muriel, Calegari (Yuri Lima), Digão, Nino e Egídio; Hudson, Dodi e Yago Felipe (Ganso); Nenê (Michel Araújo), Marcos Paulo (Miguel) e Evanilson (Caio Paulista). Técnico – Odair Hellmann. Digão jogou de touca, após sangrar no supercílio, atingido pelo cotovelo de Benevenuto, em lance casual, no início do segundo tempo. 

BOTAFOGO – Gatito (Diego Cavalieri), Barrandeguy, Benevenuto, Kanu e Guilherme Santos; Caio (Luis Otavio), Honda, Danilo Barcelos (Lecaros) e Bruno Nazario; Pedro Raul (Mateus) e Luis Fernando (Cicero). Técnico – Paulo Autuori. Sobre o grande círculo, os times observaram um minuto de silêncio, em memória dos 12.808 mortos pelo novo coronavírus, até ontem (25), no Rio de Janeiro.

SEIS AMARELOS – O amistoso Fluminense 1 x 0 Botafogo teve boa arbitragem de João Ênio Sobral, de 38 anos, professor de Educação Fisica. Correto na marcação do pênalti de Hudson em Honda e também na aplicação de seis cartões amarelos, no primeiro tempo para Bruno Nazario, por um pisão em Nino, e Nenê, que acertou a cara de Caio com o braço. O árbitro interveio com segurança e desfez o princípio de confusão. No segundo tempo, só tricolores advertidosDigão e Ganso, por falta; o zagueiro Nino e o técnico Odair Hellmann, por reclamação. 

Foto: André Durão