Depois de ter tido dois gols bem anulados, por falta e impedimento, o Fluminense venceu (1 x 0) a primeira fora de casa, com gol contra, e impôs a terceira derrota consecutiva ao Athletico, tricampeão paranaense, que perdeu a segunda seguida como mandante, em sua bela Arena da Baixada, em Curitiba, na tarde deste penúltimo sábado (22) de agosto. Com sete pontos em cinco jogos, o Fluminense pode subir algumas posições, dependendo dos resultados que completarão a quinta rodada.

BEM ANULADOS – Desde logo é bom que se ressalte: o árbitro Daniel Nobre Bins, de 42 anos, da Federação Gaúcha desde 2014, teve atuação correta e anulou com acerto os dois gols do Fluminense. No primeiro, aos 24, a falta do zagueiro Digão, por trás, no meia Richard, foi clara, e no segundo, aos 38, o zagueiro Lucas Claro estava impedido ao cabecear. Nos dois lances, embora convicto, o árbitro foi bem consciente ao consultar o VAR, que confirmou a falta e a posição irregular.

GOL CONTRA – A jogada do gol contra, marcado nos acréscimos do primeiro tempo, aos 49, pelo zagueiro colombiano Felipe Aguilar, foi iniciada pelo uruguaio Michel Araújo, com bom lançamento para o cruzamento do volante Yuri Lima. Felipe Aguilar foi infeliz no desvio e fez o primeiro gol contra de sua carreira, iniciada em 2011 no Nacional de Medellin, com 102 jogos, campeão da Libertadores 2016, ano em que também disputou os Jogos Rio 2016, e campeão colombiano de 2017. Fez 39 jogos e 1 gol (a favor), em 2020, pelo Santos, que repassou, por R$10 milhões, 50% de seus direitos ao Athletico.

GOLEIRO BEM – O segundo tempo do Fluminense não foi tão bom, principalmente atacando, mas a defesa segurou a vantagem. O goleiro Muriel, gaúcho de 33 anos, 1,91m, sobressaiu-se nos minutos finais, com duas grandes defesas, aos 42, quando, mesmo de joelhos, evitou o gol de Geuvanio, e aos 45, em cabeçada forte e colocada do meia Lucho Gonzalez. O lateral Calegari, substituto de Igor Julião, e o zagueiro Digão, substituto de Nino, tiveram bom desempenho.

MARACANÃ – Os próximos jogos do Fluminense serão no Maracanã, terça (25), com o Figueirense, pela Copa do Brasil, e sábado (29), com o Vasco, pela sexta rodada do Brasileiro. O time voltou ao Rio, em voo fretado, logo após a vitória em Curitiba, com muito mais ânimo para passar de fase na Copa do Brasil. Como perdeu (1 x 0) o jogo de ida, terá que vencer por dois gols, ou pelo menos por um, para decidir em pênaltis, porque o empate classifica o Figueirense. Poupados, Nenê, Evanilson, Nino e Igor Juliãovoltarão ao time.

SETE CARTÕES – O árbitro Daniel Nobre Bins aplicou com acerto sete cartões amarelos em Felipe Aguilar, Paulo Henrique, Wellington e Leo Cittadini. Os advertidos do Fluminense, Digão, Wellington Silva e Ganso (sempre reclamando). O técnico Odair Hellmann, que também abusa do direito de reclamar, também poderia ter sido advertido com cartão.

FLUMINENSE – Muriel, Calegari, Lucas Claro, Digão e Egídio; Yuri Lima (Yago Felipe), Dodi e Ganso; Michel Araújo, Luis Henrique (Wellington Silva) e Marcos Paulo (Caio Paulista). O time havia perdido fora para o Grêmio (1 x 0) e o Bragantino (2 x 1), e em casa, 1 x 1 com o Palmeiras, campeão paulista, e a virada (2 x 1) sobre o Internacional. Bom lembrar: a última vitória sobre o Athletico Paranaense, em Curitiba, havia sido em 12 de julho de 2015, 2 x 1, gols de Fred e Gustavo Scarpa.

ATHLETICO – Santos, Khellven (Geuvanio), Felipe Aguilar, Paulo Henrique e Marcio Azevedo (Abner); Wellington, Richard (Lucho Gonzalez), Marquinhos Gabriel (Pedrinho) e Leo Cittadini; Vitinho e Vinícius (Walter, ex-Goiás, que chegou ao clube em maio, com 119 kg, perdeu 25, após muito treino e rigorosa dieta, e voltou ao time com 94 kg, mas se ressentindo da falta de ritmo). Após iniciar com 2 x 0 sobre o Fortaleza, no Castelão, e 2 x 1 no Goiás, em Curitiba, o Athletico perdeu (3 x 1) para o Santos, na Vila, e as duas últimas, em casa, por 1 x 0, para o Palmeiras e o Fluminense.

COVID-19 – Seria o terceiro jogo de Lucas Silvestre, assistente técnico de 33 anos, filho do técnico Dorival Junior, mas, a exemplo do pai, em recuperação, Lucas foi diagnosticado com o novo coronavírus, horas antes do jogo deste sábado (22), e o time do Athletico teve a orientação de Leonardo Porto, de 33 anos, gaúcho de Santa Maria, que faz parte da equipe de Dorival Junior desde 2017 no São Paulo e 2018 no Flamengo. Estudioso e preparado, Leonardo Porto é analista de desempenho e ficou na área técnica da Arena da Baixada.

Foto: Yahoo Esportes