O Fluminense tirou os 100% de aproveitamento do Atlético, que havia vencido todos os sete jogos no Mineirão, e com o 1 x 1 da noite de ontem (14), deixou o Flamengo, favorito do jogo da noite de hoje (15), no Maracanã, com o Bragantino, penúltimo colocado, na cara da liderança do Campeonato Brasileiro. O jogo refletiu bem o equilíbrio, até nos gols, marcados de fora da área. O de Caio Paulista, do Fluminense, aos 20 do primeiro tempo, e o de Arana, aos 7 do segundo.

SEM RECORDE – Depois de 10 vitórias e 4 derrotas, o Atlético empatou pela primeira vez, e não conseguiu no Brasileiro de 2020, o recorde de 12 vitórias consecutivas, alcançado no Brasileiro de 2016, nem mesmo o de igualar o recorde de oito vitórias seguidas, como as que obteve no Brasileiro de 2012, quando optou pelo estádio Independência, do América. Já o Fluminense, completou 10 anos sem vencer o Atlético, no Mineirão. A última vitória continua sendo a de 3 x 1, gols de Gum, Alan e Fred, em 30 de maio de 2010, quando foi campeão brasileiro e teve no meia argentino Conca, o craque do campeonato. Muricy Ramalho era o técnico e Luxemburgo, demitido ontem (14) pelo Palmeiras, dirigia o Atlético.

PRIMEIRO GOL – Quinze minutos depois de substituir o peruano Fernando Pacheco, que sentiu o músculo da face posterior da coxa direita ao dar um pique logo aos dois minutos, o atacante Caio Paulista marcou seu primeiro gol como profissional do Fluminense, que o formou nas divisões de base de Xerém, quarto distrito do município de Duque de Caxias. Com chute forte da entrada, Caio Paulista fez 1 x 0 aos 20 minutos, aumentando o nervosismo de Jorge Sampaoli na área técnica do Atlético.

CAIO PAULISTA, taurino de 11 de maio, paulistano, 1,81m, ambidestro, com os direitos pertencentes ao Tombense, vice-campeão mineiro de 2020. Formou-se na base do Fluminense, mas só se tornou profissional no Avaí, de Florianópolis, campeão catarinense de 2019, depois de atuar nas categorias sub-20 e sub-23. Ao voltar ao Fluminense, ganhou a Taça Rio 2020, mas ainda não se firmou na equipe, ficando mais na reserva como opção.

BOM ESQUEMA – O técnico catarinense Odair Hellman observou bem o Atlético e montou bom esquema defensivo para neutralizar a força ofensiva do campeão mineiro, que pela primeira vez em oito jogos no Mineirão, não foi além de um gol, que o lateral Arana marcou da entrada da área, aos 7 do segundo tempo, estabelecendo o empate, primeiro do Fluminense como visitante, após duas vitórias e quatro derrotas. Bom dizer: dos 30 gols do Atlético – ataque mais positivo -, 21 no Mineirão.

FLUMINENSE – Muriel, Igor Julião, Nino, Digão e Egídio; Hudson, Dodi e Yago Felipe; Fernando Pacheco (Caio Paulista), Felipe Cardoso (Ganso) e Luis Henrique (Marcos Paulo). Técnico – Odair Hellman. Quinto, com 25 pontos em 16 jogos  7 vitórias, 4 empates, 5 derrotas, saldo de cinco gols (23 a 18) -, o Fluminense fará o próximo jogo com o Ceará, sábado (17), no Maracanã, com o retorno de Fred e Nenê, que foram poupados do 1 x 1 com o Atlético Mineiro.

Foto: SuperEsportes