No jogo em que mais chutou em gol, o Fluminense só precisou de vinte minutos para ganhar do Goiás, na noite de ontem (31), no estádio Nilton Santos, mas os 3 x 0 não foram fiéis ao rendimento, que merecia, além de uma goleada, um prêmio especial a Nenê, a seis meses de seus 40 anos. O travessão impediu que marcasse um gol antológico, do próprio campo, quando o goleiro voltava, no desespero, após bater uma falta. Foi também de falta que minutos antes Nenê mandou a primeira bola na trave.

PRECISÃO – O Fluminense fez 1 x 0 aos 17 minutos, com a cabeçada forte e certeira do zagueiro Nino, após Nenê executar escanteio com precisão. Nove minutos depois, o meia Martinelli, de 19 anos, cujo contrato está já estendido a 2024, fez o que a maioria do futebol brasileiro não faz: chutar de meia distância. Uma bomba que bateu na trave, nas costas do goleiro e entrou. Martinelli bisou aos 37, com boa assistência de Egídio, um dos laterais mais precisos em cruzamento.

CHANCES – A expressão placar mentiroso se encaixa porque além das bolas de Nenê, na trave e no travessão, o Fluminense teve outras chances, que Fred e Lucca normalmente não perdem. Também não pode passar sem registro o quase gol olímpico de Nenê. Pela primeira vez, no atual campeonato, vi o Fluminense simples e objetivo, sério e coordenado, méritos que não apresentou por conta da fragilidade do adversário.

MARCOS FELIPE, Calegari (Igor Julião), Nino, Lucas Claro e Egídio; Hudson, Martinelli (André) e Nenê; Luis Henrique (Caio Paulista), Fred (Samuel) e Lucca (Fernando Pacheco) – o time que terminou a rodada em quinto, com 53 pontos em 33 jogos – 15 vitórias, 8 empates, 10 derrotas, saldo de oito gols (48 a 40) -, mas que pode perder a posição se o Palmeiras, com 52 pontos, só empatar amanhã (2) com o Botafogo, porque ficará igual em vitórias (15), porém com vantagem no saldo de gols (14 a 8).

COM 18 DERROTAS, além de ser o que mais perdeu, o Goiás tem a defesa mais vazada (57) e saldo negativo de 24 gols porque só marcou 33, um gol por jogo. Décimo oitavo com 29 pontos, o Goiás dificilmente evitará 2010, quando foi rebaixado.

TÉCNICO ESTREANTE NO FUTEBOL CARIOCA

Givanildo José de Oliveira, de 72 anos, pernambucano de Olinda, técnico brasileiro com mais títulos no século 21, estreará como treinador no futebol carioca com a missão de levar o América de volta à Série A em 2021. Desafio que só motiva o ex-volante, sete vezes campeão no Santa Cruz, e cinco vezes campeão como técnico. Sua única passagem no futebol carioca foi em 1980, campeão no Fluminense, que eliminou do Brasileiro de 76, no jogo da famosa invasão corintiana no Maracanã.

A ESTREIA de Givanildo Oliveira como técnico do América, na fase seletiva do Campeonato Carioca, será depois de amanhã (3), com o Sampaio Corrêa, que sábado (30) ganhou (2 x 1) fora de casa do Friburguense. Das seis equipes que disputam a fase preliminar, só a campeã disputará a Série A do Carioca 2021. Givanildo promete muito trabalho para recuperar a imagem do América, desde 1960 sem o título.

Foto: A Gazeta