Quando poderia subir e se aproximar dos seis primeiros, depois de vencer o Bahia, o Fluminense voltou a mostrar que é um time nada confiável, ao empatar (1 x 1) com o Juventude, na noite de ontem (2), no Maracanã, em jogo que deveria ter sido disputado em 31 de julho pela décima quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Décimo primeiro com 22 pontos, o Fluminense tem menos 5 que o Corinthians, sexto com 27 pontos, faltando uma rodada para o final do turno.

CAMPANHA RUIM – O Fluminense terminou o turno como mandante com uma campanha ruim, só com três vitórias, todas por 1 x 0, no Cuiabá, Santos e Bahia; quatro empates, três por 1 x 1 com Corinthians, Atlético Mineiro e Juventude, e 0 x 0 com o Ceará, e duas derrotas, 1 x 0 para o Grêmio, no Maracanã, e 4 x 1 para o Athletico Paranaense, em Volta Redonda. Sem marcar mais de um gol por jogo como mandante, fez sete gols e sofreu oito em nove jogos.

PRIMEIRO GOL – O Fluminense só teve uma chance real de gol no primeiro tempo, na finalização de Lucca, defendida pelo goleiro Marcelo Carné. O Juventude também só teve uma, que o goleiro Marcos Felipe defendeu. Na volta do intervalo, o colombiano Jhon Arias fez o primeiro gol com a camisa do Fluminense, aos 7 minutos, após trocar passes com Fred, e o gol do Juventude foi contra de Lucca, aos 22, desviando a falta batida pelo ex-tricolor Vagner.

MARCOS FELIPE, Samuel Xavier, Nino, Lucas Claro e Egídio (Danilo Barcelos); André, Nonato (Juan Cazares) e Yago; Jhon Arias (Abel Hernandez), Fred (Raul Bobadilla) e Lucca (Luis Henrique) – o Fluminense, do técnico Marcão, décimo primeiro com 22 pontos – 5 vitórias, 7 empates, 6 derrotas, saldo negativo de 3 gols (16 a 19) -, que encerra o turno, terça (7), com a Chapecoense, em Chapecó, e abre o returno, domingo (12), com o São Paulo, no Maracanã.

SEM EVOLUÇÃO – O time do Fluminense estacionou. Os que combatiam Roger Machado, criticavam as atuações e fizeram muita pressão para que o técnico fosse demitido. É até possível que o time não estivesse rendendo bem, na maioria dos jogos, da mesma forma como se pode ver que não houve evolução, desde que Marcão assumiu. O elenco é limitado, sem força para chegar ao topo. Não é lícito esperar que consiga mais do que se manter na Série A.

MUITA DIFERENÇA – Embora ambas sejam substantivo, uma masculino outra feminino, há muita diferença nas palavras contratação e reforço, o que talvez seja ignorado pelos que acertam compra ou empréstimo de jogador. Contratação, substantivo feminino, é um ato ou efeito de contratar, como nos ensina mestre Aurélio. Reforço, substantivo masculino, é um ato ou efeito de reforçar-se, algo que reforça. Por enquanto, o Fluminense só usa o substantivo feminino.

Foto: Mais Goiás