O empate do time de reservas do Atlético Paranaense com o Santos (1 x 1), neste segundo domingo (8) de setembro, na Vila Belmiro, deixou o Flamengo isolado na liderança do Brasileirão 2019, com dois pontos sobre o Santos (39 a 37), seu adversário na última rodada do turno, sábado (14), às 17 horas, no Maracanã. O Flamengo pode terminar o turno com cinco pontos de vantagem sobre o vice-lider.

BOA ATUAÇÃO – O Atlético poupou os titulares para o primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil, quarta (11), com o Internacional, na Arena da Baixada, em Curitiba, mas os reservas cumpriram boa atuação, e o Santos só conseguiu o empate nos minutos finais, com o gol de pênalti, revisado pelo VAR, aos 45. Depois, houve incríveis 10 minutos de acréscimos!

GOL ARGENTINO – O Santos pressionou desde o início, chegou a superar a boa marcação, mas parou em defesas firmes do goleiro Leo, 28 anos, 1,93m, paulista de Suzano, comprado do São Paulo em 2017, e destaque do bicampeonato paranaense na decisão com o Toledo. O Furacão fez 1 x 0 aos 42, com o gol do argentino Braian Romero, 28 anos, 1,75m, emprestado pelo Independiente, de Buenos Aires, maior campeão da Libertadores com sete títulos.

GOL URUGUAIO –Na base do desespero e da pressão da torcida, que outra vez lotou a Vila Belmiro – R$476.930,00, 12.569 pagantes o Santos empatou aos 45, com o gol de cavadinha do uruguaio Carlos Sanchez, na cobrança do pênalti em toque do autor do gol do Atlético, recuado para ajudar na marcação. Lembrou muito as cobranças de Loco Abreu.

TUMULTO GERAL – O lance do pênalti, confirmado na revisão do VAR, acirrou discussão entre o agitadíssimo argentino Jorge Sampaoli, 59 anos, técnico do Santos, e o tranquilo Tiago Nunes, gaúcho de 39 anos, técnico do Atlético, que acabou advertido com cartão amarelo pelo árbitro Rodrigo Miranda, da Federação do Rio. Os ânimos foram logo serenados.

SANTOS – Everson, Lucas Veríssimo, Aguilar (Pará, 36 do segundo tempo) e Gustavo Henrique (cap); Carlos Sanchez, Diego Pituca, Jean Mota (Lucas Venuto, 18 do segundo tempo) e Felipe Jonathan; Eduardo Sasha, Uribe e Marinho. O time usou no peito da camisa o laço do setembro amarelo, apoiando a campanha de prevenção ao suicídio.

O Santos se manteve invicto na Vila Belmiro – 6 vitórias e 3 empates -, onde abrirá o returno com o Grêmio, após o jogo do próximo sábado (14) com o Flamengo, no Maracanã, em que não terá o volante Diego Pituca, suspenso pelo terceiro cartão.

Com 37 pontos – 11 vitórias, 4 empates, 3 derrotas, 30 gols marcados e 18 sofridos -, o Santos pode perder a vice-liderança, se não ganhar do Flamengo e se o Palmeiras, com 33 pontos, ganhar terça (10) o jogo atrasado com o Fluminense e vencer o Cruzeiro, sábado (14), em São Paulo.

ATLÉTICO PARANAENSE – Leo, Madson, Pedro Henrique, Leo Pereira e Adriano (Abner, 21 do segundo tempo); Mateus Rossetto, Lucho Gonzalez (Erik, 34 do segundo tempo), Everton Felipe (Tomás Andrade, 18 do segundo tempo) e Thonny Anderson; Vitinho e Braian Romero. Foi o segundo empate como visitante, após seis derrotas e só duas vitórias.

O Atlético está igual ao Botafogo em pontos (26), vitórias (8), empates (2) e derrotas (8), mas uma posição acima (nono), pela vantagem no saldo de gols: marcou 25, sofreu 18 (mais 7), e o saldo do Botafogo é devedor (1 gol), com 18 marcados e 19 sofridos.

NOVE CARTÕES – À medida que o tempo passava o jogo se tornava mais tenso e o árbitro Rodrigo Miranda foi correto na aplicação dos nove cartões amarelos: Lucas Veríssimo, Diego Pituca e Marinho, e os do Atlético Paranaense, Leo, Adriano, Mateus Rossetto, Lucho Gonzalez, Thonny Anderson e o técnico Tiago Nunes.

Foto: Terceiro Tempo / UOL