Foto: Marco Ruben / Albari Rosa/Gazeta do Povo

Horas depois da perda da invencibilidade e da liderança do Palmeiras no Grupo F, derrotado (1 x 0) na Argentina pelo San Lorenzo, o Atlético Paranaense assumiu o primeiro lugar do Grupo G, diante de 30 mil torcedores na Arena da Baixada, em Curitiba, ao ganhar (3 x 0) do Boca Juniors, que ainda não havia sofrido gol em três jogos. Por uma dessas ironias do futebol, os três gols foram marcados pelo atacante argentino Marco Ruben, emprestado ao Atlético pelo Rosário Central.

Foi um autêntico presente de grego do atual campeão da Copa Sul-Americana ao Club Atlético Boca Juniors, maior campeão argentino com 33 títulos; segundo mais vezes campeão da Libertadores com seis conquistas; três vezes campeão mundial de clubes e junto com o Independiente de Buenos Aires – recordista de títulos (7) da Libertadores – e o Milan, ganhador de 18 títulos internacionais, atrás apenas do Real Madrid com 25. O Boca completa hoje, 3 de abril de 2019, 114 anos.

Foto: Nikão / Albari Rosa/Gazeta do Povo

SHOW DE BOLA – O Atlético Paranaense realizou sua melhor apresentação dos últimos tempos, com um show de bola no Boca, hoje de uniforme todo branco. O Furacão saiu para o intervalo com 1 x 0, gol de Marco Ruben aos 36 minutos, após excelente jogada do atacante Rony. No segundo tempo, o meia carioca Bruno Guimarães fez outra boa jogada aos 24 e deixou Marco Ruben livre para o segundo gol. O terceiro, aos 35, foi de cabeça, após escanteio de Nikão.

Marco Ruben , de 32 anos, 1,79m, ambidestro, é da cidade argentina de Capitan Bermudez, na região metropolitana de Rosário, onde nasceu Messi. Emprestado pelo Rosário Central, que defendeu de 2004 a 2006, antes de sair para a Europa – jogou na Espanha e na Rússia, e depois no México -, o atacante fez esta noite apenas o terceiro jogo pelo Atlético Paranaense e marcou quatro gols. Foi a vigésima quinta vitória do Atlético em 51 jogos na Libertadores, com 78 gols a favor e 71 contra.

Foto: Lucho e Marco Ruben / Albari Rosa/Gazeta do Povo

O Atlético Paranaense, novo lider do Grupo G, tem duas vitórias e uma derrota, com saldo de seis gols (7 a 1), enquanto o Boca, que ainda não havia perdido, caiu para o segundo lugar com quatro pontos e sem saldo de gol (3 a 3). O árbitro chileno Roberto Tobar Vargas só mostrou dois amarelos: para o autor dos gols por se exceder na comemoração do terceiro e para Carlos Tevez, capitão do Boca, que teve atuação apagada e foi substituído por Zarate, por falta dura no lateral Renan Lodi.


NOVOS LÍDERES – Santos, Jonathan, Tiago Heleno, Léo Pereira e Renan Lodi; Lucho Gonzalez (Wellington, 25 do segundo tempo), Bruno Guimarães (Marcelo Cirino, 32 do segundo tempo) e Camacho (Léo Cittadini, 36 do segundo tempo); Nikão, Marco Ruben e Rony. Técnico – Tiago Nunes. Bom dizero Boca não perdia há sete jogos, os quatro últimos com vitória.

PALMEIRAS PERDE INVENCIBILIDADE E LIDERANÇA – “O Palmeiras não teve vontade de fazer gol” – foi assim que o técnico Luiz Felipe Scolari, muito contrariado, resumiu a perda da invencibilidade e da liderança do Grupo F da Libertadores, com a derrota (1 x 0) da noite da noite de ontem (2), no estádio Nuevo Gasometro, em Buenos Aires, para o San Lorenzo – o time do Papa Francisco. O gol foi do lateral-direito Marcelo Herrera, de 20 anos, 1,80m, nascido na província de Corrientes, região nordeste do país.

O SAN LORENZO, novo líder, soma sete pontos com duas vitórias e um empate, mas com saldo de apenas dois gols. O vice-lider Palmeiras tem seis pontos, com duas vitórias e uma derrota, e saldo de quatro gols, com cinco marcados. A última vez que o atual campeão brasileiro havia perdido (2 x 0) foi para o Corinthians, e o time voltará a jogar pela Libertadores dia 10 de abril, em São Paulo, com o Júnior Barranquilla. No campeonato argentino o San Lorenzo só ganhou 3 dos 24 jogos.