Único com 100% de aproveitamento – 3 jogos, 3 vitórias, saldo de 8 gols (9 a 1) -, o Brasil manteve a liderança do Grupo B da Copa América, com a virada (2 x 1) sobre a Colômbia, na noite de ontem (23), no estádio Nilton Santos, após sofrer o gol antológico do ponta Luis Diaz, do FC Porto, aos 10 minutos, completando com meia-bicicleta o cruzamento sob medida de Juan Cuadrado, de 33 anos, lateral e ponta da Juventus de Turim. O gol é forte concorrente ao prêmio Puskas.

FIRMINO BEM – O Brasil só conseguiu empatar aos 33 minutos, com o gol do alagoano Roberto Firmino, de 29 anos, que melhorou o rendimento, ao substituir no intervalo o nada produtivo Everton Ribeiro. Firmino aproveitou bem o cruzamento do lateral paulista Renan Lodi, de 23 anos, que entrara seis minutos antes no lugar de Alex Sandro. Foi o décimo sétimo gol do atacante do Liverpool, ao completar 52 jogos com a camisa da seleção.

ACRÉSCIMOS – Quando o 1 x 1 parecia definitivo, o volante Casemiro marcou de cabeça o gol da virada, aos 55 minutos, subindo no momento certo para completar o escanteio de Neymar. O atacante do PSG havia perdido aos 21 minutos a melhor chance do desempate, com o gol vazio, ao acertar a trave esquerda, depois de driblar o goleiro David Ospina. Já classificada em primeiro, a seleção brasileira concluirá a fase de grupos com o Equador, domingo (27), em Goiânia.

DÉCIMA DE TITE – O técnico superou sua própria marca de 2016, quando assumiu e obteve nove vitórias consecutivas, igualando-se a outros dois gaúchos: João Saldanha, com 10 vitórias consecutivas, entre 1968 e 1969, quando classificou a seleção para a Copa de 70, e Luiz Felipe Scolari, entre 2013 e 2014, em sua segunda passagem pela seleção, após ganhar a Copa em 2002. Telê Santana também conseguiu 10 vitórias consecutivas, nas eliminatórias de 1981.

TRÊS À FRENTE – Tudo indica que domingo (27), no jogo com o Equador, Tite igualará as 11 vitórias consecutivas de Dunga, que dirigiu a seleção em 2009 e entre 2014-2015. Os outros três à frente de Tite são Vanderlei Luxemburgo, com 12 vitórias em 1999, e Aymoré Moreira, com 13 vitórias seguidas, entre 1960 e 1962, ano em que ganhou a Copa do Mundo no Chile, repetindo o sucesso de seu antecessor Vicente Ítalo Feola, em 1958 na Suécia.

MELHOR DE TODOS – Mario Jorge Lobo Zagallo, o melhor de todos – primeiro campeão do mundo como jogador e técnico, ponta titular em todos os jogos de 1958 e 1962 – é o recordista, com 14 vitórias consecutivas, nove sem sofrer gol, no comando da seleção. A série de 14 vitórias consecutivas de Zagallo só foi interrompida no 0 x 0 com a Austrália, em jogo da extinta Copa das Confederações, no domingo, 14 de dezembro de 1997, no estádio Rei Fahd, em Riad, capital da Arábia Saudita.

WEVERTON, Danilo, Marquinhos (cap), Tiago Silva e Alex Sandro (Renan Lodi, 17 do segundo tempo); Casemiro, Fred (Paquetá, 23 do segundo tempo) e Everton Ribeiro (Firmino, intervalo); Gabriel Jesus (Everton Cebolinha, 23 do segundo tempo), Neymar e Richarlison (Gabriel Barbosa) – a seleção da décima vitória consecutiva do técnico Tite, terceiro da história a comandar a seleção brasileira em duas Copas consecutivas, depois de Zagallo (70-74) e Telê Santana (82-86).

ARBITRAGEM – Nestor Pitana, argentino de 46 anos, professor de educação fisica em Buenos Aires, teve atuação correta e aplicou bem os cartões amarelos em Alex Sandro, Everton Ribeiro e Neymar, e nos colombianos Barrios, Cuadrado, Cuellar e Ospina. O técnico Reinaldo Rueda e vários outros da seleção da Colômbia reclamaram no lance do gol de Firmino porque a bola bateu no árbitro. Esqueceram-se de que o árbitro e as traves são pontos neutros do jogo.

Fotos: Uol Esporte | GZH| Jovem Pan | Diário do Nordeste