O presente do centenário do Valencia não poderia ser melhor do que a Copa do Rei da Espanha, ganha com os 2 x 1 sobre o Barcelona, diante de 53.698 pagantes, na noite deste último sábado (25) de maio, no estádio Benito Villamarin, em Sevilha. Onze anos depois de 2007-2008, o Valencia conquistou a Copa pela oitava vez, impedindo que o recordista Barcelona, 30 vezes campeão, comemorasse pela quinta vez consecutiva. O gol do título foi do atacante carioca Rodrigo Moreno, de 28 anos.

Na quarta final entre ambos, 48 anos depois, o Valencia também se igualou ao Barcelona, que havia vencido (4 x 2) a primeira, em 1952, e a última (4 x 3), em 1971. A única vez que o Valencia havia ganho a decisão da Copa do Rei com o Barcelona foi em 1954, quando conseguiu o placar (3 x 0) com mais diferença de gols.

MESSI SOZINHO – O Barcelona foi bem neutralizado pela marcação do Valencia, com um esquema de contenção bem armado pelo técnico espanhol Marcelino Toral, de 53 anos. Sem Luis Suarez (operado do joelho) e Dembélé (entorse do tornozelo), o campeão espanhol ficou reduzido a Messi, que não pôde decidir tudo sozinho. Um dia depois de ganhar pela sexta vez a Chuteira de Ouro de artilheiro da Europa, o craque argentino se viu cercado pela marcação. Ainda assim, fez o gol e mandou uma bola na trave.

2 x 0 NO INTERVALO – O Valencia exerceu domínio na maior parte do primeiro tempo e saiu para o intervalo com a vantagem final definida. O primeiro gol foi do atacante francês Kevin Gameiro, de 32 anos, na Espanha desde 2013 e no Valencia desde 2018, após jogar no Sevilha e Atlético de Madrid. O atacante carioca Rodrigo Moreno, de 28 anos, na Espanha desde 2003 e no Valencia desde 2014, marcou o gol do título aos 34 minutos, chegando ao seu gol 51 em 185 jogos pelo novo campeão da Copa do Rei.

RODRIGO ficou apenas o ano de 2002 na base do Flamengo, então na Gávea, onde seu pai, o lateral-esquerdo Adalberto, hoje aos 54 anos, jogou de 83 a 89 – 7 gols em 183 jogos – e foi campeão brasileiro em 83 e carioca em 86. Rodrigo é naturalizado espanhol e tem sido convocado para a seleção.

MUITA MUDANÇA – O Barcelona só conseguiu o gol de Messi, aos 28 do segundo tempo. O título de campeão espanhol não é suficiente para o investimento do clube, que vai passar por muita mudança, depois da eliminação na Liga dos Campeões da Europa e da perda esta noite da Copa do Rei da Espanha. Com certeza, o elenco será reformulado para 2019-2020, com outro técnico, de vez que o espanhol Ernesto Valverde, de 55 anos, não vai continuar.

CF VALENCIA – Jaume, Wass, Garay, Gabriel Paulista e Gayá; Carlos Soler, Coquelin, Parejo (Kondogbia) e Guedes; Kevin Gameiro (Piccini) e Rodrigo Moreno (Diakhaby). Técnico – Marcelo Garcia Toral. Campeão da Copa do Rei pela oitava vez, o Valencia havia terminando o Campeonato Espanhol em quarto lugar com 61 pontos – 26 pontos atrás do campeão Barcelona -, sendo o que mais empatou (16), com 15 vitórias e 7 derrotas, 51 gols marcados e 35 sofridos.

FC BARCELONA – Cillessen, Nelson Semedo (Malcom), Piqué, Lenglet e Jordi Alba; Busquets, Rakitic (Alleñá) e Arthur (Vidal); Sergi Roberto, Messi ePhilippe Coutinhooutra vez alvo de muitas críticas por mais uma atuação apagada. Vários torcedores do Barcelona foram detidos pela polícia nas imediações do estádio antes do jogo.  Filipe VI, de 51 anos, Rei da Espanha, recebeu algumas vaias e assovios ao chegar ao estádio Benito Villamarin.Entregou a taça ao meia Daniel Parejo, capitão do Valencia.

ALBERTO UNDIANO MALLENCO, espanhol de 45 anos, sociólogo, árbitro FIFA desde 2004, teve atuação segura. Advertiu com cartão amarelo o apoiador Busquets e o meia chileno Arturo Vidal, do Barcelona, e o lateral Gayá e o meia Kondogbia, do Valencia.

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