Com cinco títulos e 82 gols em 235 jogos com a camisa do Vasco, o artilheiro Sorato, que comemora 51 anos hoje, 8 de abril de 2020, diz que o gol de cabeça no 1 x 0 sobre o São Paulo, na final do Campeonato Brasileiro de 1989, no Morumbi, está guardado no fundo do coração: “O gol mais marcante que fiz, o do meu primeiro título, que lembrarei para sempre . O cruzamento do Winck foi perfeito e subi na hora certa para a cabeçada. Inesquecível“.

BOM DIZER – Sorato marcou o gol do primeiro Campeonato Brasileiro, porque até 1988 a denominação era Copa do Brasil. O Vasco venceu 9, empatou 8 e só perdeu 2 jogos, marcando 27 gols e sofrendo 16. O time-base: Acácio, Winck, Quiñonez, Marco Aurélio e Mazinho; Zé do Carmo, Boiadeiro e Bismarck; Bebeto, Sorato e William. O técnico Nelson Rosa Martins – Nelsinho – tinha o mesmo perfil de equilíbrio de Mario Travaglini, campeão de 1974.

BOA BASE – De 85 a 87, quando chegou de Araras, interior paulista, onde nasceu, Aguinaldo Luiz Sorato fez boa base no Vasco, o que o ajudou na carreira de 20 anos, jogando em 22 clubes de sete estados. Aplicado, como todo bom profissional, sempre se cuidou, com boa vida caseira e alimentação regrada. Quando parou de jogar, aos 40 anos, em 2009, começou como técnico do próprio Tigres do Brasil, de Xerém, quarto distrito de Duque de Caxias.

A ESTREIA – Cobri como repórter de rádio a notável a estreia de Sorato no Vasco. Ele fez dois gols nos 3 x 1 sobre o Flamengo, na noite de 12 de junho de 88, na última rodada do turno do Carioca. O título do Vasco ficou ainda mais valorizado porque venceu o arquirrival nos três jogos do campeonato. Era o início da carreira de um artilheiro, que em dez anos intercalados com a camisa do Vasco, marcou 82 gols em 235 jogos.

DOIS EM UM – Sorato ganhou dois títulos em um ano (1997). O de campeão brasileiro pela segunda vez com o Vasco, em dois 0 x 0 com o Palmeiras, porque somou mais 12 pontos (70 a 58), e o Carioca com o Botafogo, que fez 1 x 0 (Dimba) na final com o Vasco. Sorato atuou em 22 dos 24 jogos e marcou 9 dos 42 gols, sendo vice-artilheiro do time. O técnico Joel Santana era admirador da sua determinação de atacante que sabia aproveitar bem os espaços.

TRÊS EM DOIS – Sorato já havia ganho títulos em sequência, no Palmeiras, campeão paulista, brasileiro e do Rio-São Paulo em 93 e bicampeão paulista em 94. Ele destaca as boas orientações que teve: O Luxemburgo preparava bem a equipe, insistindo em corrigir os erros, e fazia boa leitura dos adversários, mostrando como os pontos fracos deveriam ser explorados. Ganhamos vários jogos assim

HAT-TRICK – Além de Vasco e Botafogo, Sorato jogou em mais quatro cariocas: Fluminense, América, Bangu e Madureira (em três passagens), mas só pelo Bangu ele fez três gols em um jogo, na noite de 7/4/96, nas Laranjeiras, tirando o Fluminense da liderança. Guardou a camisa em moldura, pelo terceiro gol, belíssimo, em que encobriu o goleiro Wellerson com um chute de fora da área. Foram 12 gols em 29 jogos pelo Bangu em 96.

A FAMÍLIA – Bem-sucedido no casamento com Andréa,Sorato teve na família o pilar de sua carreira vitoriosa. Da feliz união com Andréa, nasceram Allan e Amanda, jornalista, casada com o empresário Erick Rangel, em noite inesquecível de 30/5/2015. Sorato gosta muito de shows. Em 2019, no Rock in Rio, ofereceu uma camisa retrô do Vasco a Steve Harris, baixista que formou em 1975 a banda de heavy metal Iron Maiden, de sucesso mundial.

Fotos: Super Vasco, Marcelo Sadio / Site do Vasco, Terceiro Tempo e foto Edu Garcia