Nem o vascaíno mais otimista poderia pensar, que com apenas um treino na véspera do jogo, o time aplicaria uma goleada de 4 x 1 no Guarani, invicto como visitante, seis jogos sem perder e com quatro vitórias consecutivas. Mais rápido que um piscar de olhos, o efeito da estreia de Lisca, doido varrido por vitórias capazes de enlouquecer os torcedores, que pela primeira vez, depois de treze jogos, viram o time fazer quatro gols e ficar mais perto do G4.

TRÊS PONTOS-CHAVE – Observando à distância as atuações da equipe, o técnico chegou ao Vasco pensando em corrigir três pontos-chave: a postura da defesa, que sofreu 23 gols em 13 jogos, nos desarmes e nas bolas altas, evitando os chutões e procurando sair jogando com segurança; melhorar a transição dos laterais, com precisão nos lançamentos, e melhorar a precisão dos passes e dos chutes de meia distância, que precisam ser executados com mais frequência.

400 PASSES – Na goleada de 4 x 1 no Guarani, o Vasco mostrou 83% de precisão nos 400 passes, enquanto o Guarani alcançou 86% de precisão, ao efetuar 581, quase 200 passes a mais que o Vasco. Houve equilíbrio nos 32 chutes a gol – 17 do Guarani, 15 do Vasco -, e embora o Vasco tenha tido menos 2 dos 16 chutes, na direção do gol – 7 a 9 -, foi mais preciso ao converter quatro, ainda que um de bola parada, na cobrança do pênalti de Cano.

DESTAQUES – Além de ter fechado a goleada, Leo Jabá teve participação nos outros três gols, mas não é justo que se o aponte como o melhor. Vanderlei fez cinco defesas notáveis, a contar do primeiro minuto, em chute de Bruno Silva, e na cobrança primorosa de falta, em que foi ao ângulo evitar o gol de Regis. E mais três entraram no crédito da sua conta, que pode ser dividido com Leo Jabá, com certeza em sua melhor atuação desde que chegou ao clube em março.

A GOLEADA – O Guarani começou decidido a liquidar o jogo, mas o Vasco segurou a pressão e aos 8 minutos iniciou a goleada. Leo Jaba a Bruno Gomes, com assistência precisa para Marquinhos Gabriel: 1 x 0. Leo Jabá sofreu o pênalti de Thales, e aos 29 minutos Cano converteu deslocando o goleiro. Na volta do intervalo, Leo Jabá fez cruzamento preciso para Cano, mas Bruno Silva se antecipou e marcou contra aos 24: Vasco 3 x 0.

O PRÊMIO – Daniel Paulista, técnico do Guarani, queria a reação, ao trocar o zagueiro Titi pelo atacante Lucão, que só diminuiu a vantagem do Vasco, ao fazer o único gol do então invicto visitante, aos 37, com boa impulsão e cabeçada, o que não abalou em nada o Vasco. A cereja do bolo estava reservada para Leo Jabá, que fechou a goleada de 4 x 1 aos 42 minutos, após o lançamento sob medida do futuroso meia paraguaio Matias Galarza, de 19 anos. 

VANDERLEI, Leo Matos, Ernando, Castan e Zeca; Bruno Gomes (Juninho), Matias Galarza e Marquinhos Gabriel (Sarrafiore); Leo Jabá, Cano (Daniel Amorim) e Gabriel Pec (Artur) – o Vasco do estreante Lisca, com a mais expressiva de suas seis vitórias, quinta em casa, primeira com quatro gols. O volante Bruno Gomes resumiu bem o trabalho de apenas um dia do técnico: “Estamos contagiados pelo alto astral do Lisca”. 

QUINTO LUGAR – O Vasco chegou ao sexto jogo sem perder – o último foi em 30 de junho, Goiás 1 x 0 -, e com 22 pontos, só não termina a rodada em quinto lugar, se na noite de hoje (25), o Avaí, sexto com 21, vencer em casa o Brasil, penúltimo colocado, e se houver um vencedor em São Luis, Sampaio Corrêa, com 20, ou CRB, com 21 pontos, hipóteses que o levariam de volta ao sexto lugar, posição em que Lisca assumiu.

COPA DO BRASIL – Antes do clássico do último sábado (31) de julho, marcado para as 9 da noite no estádio Nilton Santos, o Vasco irá ao Morumbi para o jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil com o São Paulo, quarta (28). Bom lembrar: o Guarani também pode sair do G4, e o Coritiba, com 25 pontos, voltar a ficar só com menos 2 pontos que o Náutico, líder e único invicto, que empatou (1 x 1) com o Brusque, ontem (24), no estádio dos Aflitos, no Recife.

Foto: CBF