O lendário Rustu Reçber, goleiro da Turquia, que enfrentou duas vezes o ataque campeão de 2002 do Brasil na primeira Copa do Mundo na Ásia, depois de considerado morto pela epidemia do coronavírus, está se recuperando em casa, desde ontem (31), com o apoio da mulher Isil e dos filhos, que testaram negativo. A informação do Marca, da Espanha, foi repetida por muitos outros jornais da Europa, mas o Miliiyet, que em turco significa Nacionalidade, desmentiu a notícia. Rustu é um dos grandes ídolos do futebol turco.

BRASILEIRO – Segundo melhor goleiro da Copa de 2002, depois do vice-campeão Oliver Khan, da Alemanha, Rustu, hoje aos 46 anos, realmente quase morreu, durante duas semanas internado em Istambul, mas está recuperado. Um dos apreensivos, o ex-meia curitibano Alex, de 42 anos, que conversou no celular com Rustu e logo disse que era fake. Alex e Rustu jogaram de 2004 a 2012 no Fenerbahçe e foram campeões turcos em 2005, 2007 e 2011.

RECORDE – O ex-goleiro Rustu é recordista de jogos (120) pela seleção turca, terceira em 2002, sua melhor colocação em Copas, ao vencer (3 x 2) a Coreia do Sul, com direito a um recorde: o turco Hakan Sukur marcou aos 11 segundos o gol mais rápido da história das 21 Copas do Mundo. Rustu mostrou-se muito emocionado com a ligação de Alex, que é outro ídolo do Fenerbahçe, time mais popular da Turquia.

ESTÁTUA – O meia brasileiro e o goleiro turco fizeram grande amizade e Rustu foi o primeiro a abraçar Alex, que ganhou estátua em tamanho natural, em frente ao estádio do Fenerbahçe, em 15 de setembro de 2012, uma semana depois da conquista da Copa da Turquia, que o time não ganhava há trinta anos. Alex disputou 378 jogos, marcou 185 gols e deu 162 assistências, tornando-se ídolo dos torcedores. 

BOM LEMBRAR –Só três seleções jogaram duas vezes com o Brasil, na mesma Copa do Mundo, e a Turquia foi a última, em 2002: 3 de junho, em Ulsan, na Coreia do Sul, Brasil 2 x 1, de virada, no segundo tempo, gols de Ronaldinho e Rivaldo, de pênalti, e 26 de junho, em Saitama, no Japão, Brasil 1 x 0, gol de Ronaldinho. O goleiro Rustu evitou a goleada com uma das melhores atuações de sua história de recordista de 120 jogos pela seleção turca.

NO TETRA – A segunda seleção a jogar duas vezes com o Brasil em Copa do Mundo foi a da Suécia, na campanha do tetra em 1994: 28 de junho, em Detroit, 1 x 1, Kennet Anderson aos 23 e Romário aos 47, e 13 de julho, na Califórnia, com 91.856 pagantes no Rose Bowl Stadium, Brasil 1 x 0, Romário aos 35 do segundo tempo, classificando a seleção para a grande final com a Itália.

A PRIMEIRA – A Checoslováquia – 1918 – 1992 -, hoje República Checa, jogou duas vezes com o Brasil na Copa do Mundo de 1938, ambas no Estádio Municipal de Bordeaux, a 585 km de Paris. Dia 12 de junho, 1 x 1, gols de Leônidas da Silva e Nejedly, e o desempate, dois dias depois, outra vez em campo enlameado, Brasil 2 x 1, de virada no segundo tempo, Leônidas da Silva, ídolo do Flamengo, e Roberto, ponta-direita do São Cristóvão. No jogo seguinte, o Brasil foi eliminado (2 x 1) pela Itália, que seria a primeira bicampeã das Copas (1934-1938).

BOM DIZER – Em Essen, Alemanha, durante a Copa de 1974, Leônidas da Silva – 1913 – 2004 -, então comentarista da Jovem Pan, contou-me que um de seus gols na Copa de 1938 foi descalço, nos 6 x 5 da estreia com a Polônia: “Minha chuteira ficou presa na lama e só recoloquei depoisLeônidas foi o primeiro brasileiro artilheiro de uma Copa, com 8 gols, superado por Ademir, do Vasco, na Copa de 1950, com 9, recorde ainda não igualado por outro brasileiro, depois de 16 Copas. 

Foto: Jornal da Record – R7.com