Depois de começo ruim, o Grêmio emplacou a segunda vitória e é o novo vice-lider do Grupo H da Libertadores, com 7 pontos, após os 2 x 0 da noite desta terça (2 x 0) sobre o Libertad, líder com 12 pontos, que perdeu a invencibilidade no estádio Defensores del Chaco, em Assunção, praticamente vazio, contrastando com sua capacidade de 42.354 lugares. Mesmo que nesta quarta (24) a Universidad Católica, do Chile, com 6 pontos, vença o eliminado Rosário Central, na Argentina, o Grêmio ficará com a segunda vaga, vencendo o time chileno na última rodada, em Porto Alegre.

DOIS DE EVERTON – O meia-atacante Everton, de 23 anos, fez os dois gols, tornando-se o quarto artilheiro do Grêmio na Libertadores, com nove gols, depois de Jardel (15), Luan (12) e Rodrigo Mendes (10). No primeiro gol, aos 28, Everton driblou duas vezes o lateral Ivan Piris, antes de finalizar fora do alcance do goleiro Martin Silva. No segundo tempo, aos 39, ele fez 2 x 0, também após passar por Ivan Piris. Cearense de Maracanaú, região metropolitana de Fortaleza, Everton está no Grêmio desde 2014 e esta noite completou 55 gols em 220 jogos.

PAULO VICTOR – Quando o Olímpia criou jogadas perigosas, o Grêmio contou com a boa atuação de Paulo Victor, de 32 anos, 1,87m, que completou 50 jogos desde 2017, após 11 anos no Flamengo, onde foi o goleiro com a menor média de gols sofridos (0,91). Paulista de Assis, Paulo Victor foi o melhor goleiro do Campeonato Gaúcho e defendeu três pênaltis na decisão. Também o uruguaio Martin Silva, de 36 anos, 1,89m, de volta ao Paraguai após 245 jogos pelo Vasco, entre 2014-18, teve grande atuação. Antes do Libertad, ele fez 96 jogos de 2011 a 2013 pelo Olímpia. 

OS VENCEDORES – Paulo Victor, Leonardo, Geromel, Kannemann e Cortez; Maicon (Michel, intervalo), Mateus Henrique e Jean Pyerre; Alisson (Pepê, 34 do segundo tempo), André (Diego Tardelli, intervalo) e Everton – time campeão gaúcho de 2019. Boa atuação do árbitro venezuelano Alexis Herrera, que advertiu oito com cartões amarelos. Os do Grêmio, Mateus Henrique, André, Jean e Pyerre. Os do Libertad, Angel Cardozo, Benitez, Recalde e Luis Cardozo.

EXPLICAÇÃO – Dirigentes do Libertad disseram que a classificação antecipada desmotivou os torcedores, daí o estádio ter recebido menos de cinco mil pagantes. Bom dizer: Defensores del Chaco, nome do estádio da Associação Paraguaia de Futebol, é homenagem aos soldados que lutaram na Guerra do Chaco com a Bolívia, de 1932 a 1935, pela posse dos campos de petróleo, com 90 mil mortos, sendo 60 mil bolivianos. O estádio foi palco de seis finais da Libertadores e duas finais da Copa América.

Foto: Correio do Povo