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O Grêmio confirmou a classificação com outra vitória sobre o Guarani, repetindo na noite de ontem (3), em Porto Alegre, o placar de 2 x 0 do jogo no Paraguai, e disputará o mata-mata das quartas de final da Libertadores com o Santos, que eliminou a LDU do Equador. Três vezes campeões, Grêmio e Santos dividem com o São Paulo o maior número de títulos de times brasileiros no torneio mais importante da América do Sul, em que o vencedor decide o Mundial de clubes com o campeão da Europa.

ARENA GRÊMIO – O belo estádio do Grêmio será palco do primeiro jogo, possivelmente na próxima semana, e a Vila Belmiro receberá os times para o jogo de volta. Com os 2 x 0 da noite de ontem (3), em Porto Alegre, o Grêmio aumentou a série invicta de jogos para 15, com 12 vitórias e 3 empates. O VAR levou o dobro do tempo para confirmar que não havia impedimento no gol do meia Ferreira, marcado logo aos 3. Rodrigues fez o segundo gol nos acréscimos do segundo tempo, aos 50 minutos.

ENROLADOS – Bem a cara do futebol sul-americano, Grêmio e Guarani iniciaram o jogo com mais de 10 minutos de atraso da hora marcada porque o time paraguaio entrou com camisa parecida com a do tricampeão gaúcho, e até o árbitro colombiano Wilmar Roldan também teve que voltar ao vestiário para mudar de uniforme. Cenas que provocam deboche quando registradas pelos meios de comunicação europeus, que acham tudo muito enrolado e, às vezes, engraçado no futebol sul-americano.

RESERVAS – Era tão fácil prever jogo tranquilo, depois dos 2 x 0 em Assunção, que o técnico Renato Portaluppi escalou quase todos os reservas do Grêmio, como não é difícil notar pela formação: Vanderlei, Orejuela, David Braz, Rodrigues e Cortez; Darlan (Pinares), Lucas Silva, Jean Pyerre (Isaque) e Ferreira (Maicon); Churin (Diego Souza) e Pepê (Guilherme Azevedo). Os titulares foram preservados para o jogo de domingo (6) com o Vasco, pela vigésima quarta rodada do Brasileiro.

EL CAPITAN – Renato Portaluppi completou 385 jogos como técnico do Grêmio e deu a braçadeira amarela de capitão do time a Diego Churin, presente de aniversário de 31 anos, que o atacante argentino completou terça (1). Churin tem duas coisas em comum com Messi: nasceu em Rosário e é canhoto, e fez homenagem a Maradona, usando, acima do número 26 da camisa, “El Diegote”, tratamento especial e carinhoso que dispensava ao ídolo.

GRANDE SANTOS – Primeiro brasileiro a ganhar duas vezes consecutivas a Libertadores, em 62 e 63, no auge da época de ouro do ataque mais famoso de sua história – Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe -, o Santos também foi bicampeão mundial de clubes, em 62 e 63, em decisões históricas com o Benfica e o Milan, que dominavam o futebol europeu. O Santos esperou 48 anos para voltar a ser campeão da Libertadores em 2011.

GRANDE GRÊMIO – A primeira Libertadores do Grêmio foi em 1983, quando também fez a dobradinha do Mundial de clubes, com os dois gols de Renato nos 2 x 1 da decisão com o Hamburgo. Doze anos depois o Grêmio voltou a ser campeão da América em 95, e mais 22 anos de espera para ganhar a terceira Libertadores em 2017. A Libertadores da consagração de Renato, primeiro campeão como jogador e técnico do Imortal do futebol gaúcho, o que explica a estátua dele na Arena Grêmio.

PALMEIRAS – Campeão pela única vez em 1999, o Palmeiras está na fila há 21 anos e pode até chegar à semifinal, mas não terá jogos tranquilos com o paraguaio Libertad, ansioso pelo primeiro título, depois de bater duas vezes na trave das semifinais, em 77 e 2006. O brasileiro com chance quase nula de avançar é o Internacional, depois de perder (1 x 0) em casa para o Boca. O futebol, às vezes, oferece surpresas. Mas, na Bombonera, quase sempre prevalece a lógica.

GRANDE SÃO PAULO – O novo líder do Campeonato Brasileiro de 2020, com os 3 x 0 da noite de ontem (3) no Goiás, foi o segundo brasileiro bi da Libertadores, em 92 e 93, sob a inspiração do mestre Telê Santana. O São Paulo de 92 e 93 derrubou o argentino Newell’s e o chileno Universidad Católica, nas finais sul-americanas, e os pesos-pesados Barcelona e Milan nas decisões do Mundial de clubes. O São Paulo e o Santos foram bi, de fato. Bi, é quando se ganha o título dois anos seguidos.

MAIORES CAMPEÕES – O argentino Independiente é o maior campeão da Libertadores, com sete títulos, bicampeão em 64-65, e único tetracampeão – 72-73-74-75 -, e o último em 1984. O Boca pode alcançá-lo, se for o campeão de 2020, depois de dois bi em 77-78 e 2000-2001, e dos dois últimos títulos, em 2003 e 2007. Campeão em 86, 96, 2015 e 2018, o River Plate pode aumentar a coleção. Há 31 anos sem o título, o uruguaio Nacional pode ser campeão pela quarta vez, depois de 71, 80 e 88.

Imagem: No Ângulo