Foi com o gol da pequenina Jackie Groenen, de fora da área, aos nove minutos do primeiro tempo da prorrogação, que a Holanda se classificou pela primeira vez para a final da Copa do Mundo Feminina, que decidirá domingo (7) com os Estados Unidos, ao vencer (1 x 0) a Suécia, na noite desta primeira quarta (3) de julho, no Parque Olímpico de Lyon, na França. Groenen tem 24 anos, 1,63m, e joga com o número 14, em homenagem ao ídolo Cruyff, um dos maiores do mundo de todos os tempos.

HISTÓRICA – Esta é apenas a segunda participação da Holanda na Copa do Mundo Feminina, após a eliminação nas oitavas de final em 2015 no Canadá. Há dois anos, quando a técnica Sarina Wiegman, 49 anos, ex-zagueira e meio-campo, iniciou o trabalho de renovação, a seleção ganhou a Eurocopa e ela foi eleita a melhor treinadora do mundo. Em 2019, a Holanda se mantém invicta e com 11 gols marcados e só 3 gols sofridos. Chega à final respeitando o favoritismo das americanas, mas confiante no título inédito.

Instagram:@jackie_groenen_14

A FORMIGA – Jackie Groenen, autora do gol único nos 120 minutos, é a primeira estrangeira do centenário Manchester United, depois de uma temporada no Chelsea, de Londres, onde ganhou em 2015 o apelido “The Ant” – “A Formiga”, em inglês –, pelo vaivém incansável no meio-campo, marcando e apoiando. Nisso – diz ela – sua inspiração foi Andrés Iniesta, meia do Barcelona, hoje no Vissel Kobe, do Japão. Groenen parece ter pulmões de aço – diz com alegria sua técnica Sarina Wiegman.

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OS VIDEOS – Jackie Groenen conta que sua inspiração em Cruyff começou cedo, assim que passou a gostar de futebol, depois de uma carreira curta e malsucedida no judô. O pai comprou vários videos de jogos de Cruyff, no Ajax e na seleção, que ela assistia no carro durante as duas horas de viagem da Holanda para a Alemanha, onde jogava no FC Essen. Groenen foi campeã sub-15, 17 e 20, mas deixou o judô por causa de uma lesão lombar. Hoje, ela sorri quando diz: “Foi ótimo sair do tatame para o gramado”.

AS SUECAS – Decepcionadas com a eliminação, as suecas participaram de todas as Copas desde 1991 e contavam chegar à final, como em 2003, nos Estados Unidos, onde perderam a decisão (2 x 1) para as alemães. Depois disso, conseguiram dois terceiros lugares, como o que vão tentar ganhar sábado (6) na disputa com as inglesas. Agora em 2019 as suecas haviam chegado à semifinal ao vencerem (2 x 1, de virada) as alemães, que eram favoritas.

AS OITO FINAIS DA COPA DO MUNDO FEMININA

1991, na China     –  ESTADOS UNIDOS 2 x 1 Noruega.

Foto: site oficial da Fifa

1995, na Suécia    – NORUEGA 2 x 0 Alemanha.

Getty

1999, nos Estados Unidos – ESTADOS UNIDOS 0 x 0 China (Estados Unidos 5 x 4, pênaltis).

2003, nos Estados Unidos – ALEMANHA 2 x 1 Suécia.

Getty

2007, na China – ALEMANHA 2 x 0 Brasil.

Foto: site oficial da FIFA

2011, na Alemanha – JAPÃO 2 x 2 ESTADOS UNIDOS (Japão 3 x 1, pênaltis).

2015, no Canadá – ESTADOS UNIDOS 5 x 2 Japão.

2019, na França –  HOLANDA  _ x _ ESTADOS UNIDOS.

Foto: Franck Fife/ AFP (capa)